12.1.11

A “linda” Cuba de Chico Buarque

Quando o barbudo Fidel Castro venceu a chamada Revolução Cubana afastando o ditador Fulgêncio Batista do poder, nos idos de 1959, prometeu uma utopia paradisíaca à população, que jamais foi capaz de cumprir.
O país foi empobrecendo rapidamente, falta dinheiro, faltam empregos, roupas, medicações, combustível, alimentos e, principalmente, o governo acabou com a ambição dos cubanos para vencerem na vida.
Com exceção de poucos redutos turísticos onde alguns cubanos conseguiram empregos um pouco mais dignos, um número enorme da população faz parte do contingente de funcionários públicos, cujos salários mensais somam a fortuna de... US$ 17 (aproximadamente R$ 30,00).
Raúl Castro, irmão do ditador Fidel, está agora ultimando a demissão de um milhão desses funcionários públicos, para “reduzir o papel do Estado e a grave crise que atinge a economia socialista do país”.
A decisão foi anunciada logo após o próprio ex-presidente cubano Fidel Castro ter dado uma entrevista a uma revista americana em que reconheceu que o sistema de governo socialista de Cuba não funciona - embora depois ele tenha dito que foi mal-interpretado.
A primeira etapa enxugará um contingente de 500.000 funcionários, mas a CTC (Central de Trabalhadores de Cuba) já informou que o excesso de trabalhadores poderá extinguir até um milhão de postos.
Aos demitidos serão oferecidas vagas em setores como agricultura, construção, magistério, polícia e construção. Também serão emitidas 460 mil licenças para os cubanos abrirem seus próprios negócios e mais de cem tipos de atividades profissionais particulares passarão a ser permitidas. Outra novidade é que os autônomos poderão contratar funcionários – antes, a lei permitia apenas que parentes do licenciado trabalhassem na microempresa.
Os cubanos que abrirem ou já tiverem seu próprio negócio também poderão vender seus produtos ou serviços ao governo. Além disso, poderão abrir conta no banco e terão direito à previdência.
Segundo o correspondente da BBC “Mundo em Cuba”, Fernando Ravsberg, as mudanças serão de difícil aplicação, por criarem situações como a de trabalhadores demitidos que passarão a ganhar mais que os que permanecerem no emprego, além de duvidar que os demitidos tenham iniciativa, conhecimento ou habilidades para abrirem seus próprios negócios.
Raúl Castro afirmou que as mudanças econômicas são inadiáveis para garantir a sobrevivência do sistema socialista iniciado há meio século por seu irmão Fidel.
Em contrapartida, a horda de cubanos que conseguiu emigrar para Miami e adjacências, vive maravilhosamente no tal combatido regime capitalista-imperialista-ianque, tem empregos, empresas, dinheiro, assistência médica, alimentos a granel e se constitui na maior fonte de divisas para los hermanitos que estão proibidos de sair da ilha castrista.
Enquanto isso, os Chico Buarque da vida continuam endeusando Fidel, a ditadura, o socialismo, o empobrecimento cubano e o estilo demodée de Fidel Castro. Claro, comodamente a partir das suas mansões cariocas, tomando uísque escocês, comendo caviar, queijos suiços, fondues...

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