10.12.10

"Queimaram" mais um prefeito

Desta vez foi na cidade de Jandira, SP. Tudo indica que foi um assassinato de encomenda. O prefeito foi fuzilado em seu carro ao chegar à uma rádio para participar de um programa.

E a morte do prefeito Celso Daniel?

Alguém ainda tá lembrado? À época prefeito da cidade paulista de Santo André, filiado ao PT, Celso Daniel foi assassinado em 2002. Entre os suspeitos encontram-se criminosos comuns e políticos. Após o início das investigações, sete testemunhas morreram, todas em circunstâncias misteriosas (eufemismo jornalístico para não escrever “assassinadas”).

Segundo o promotor Francisco Cembranelli, do Ministério Público, Celso Daniel morreu porque descobriu que o esquema de propina obtida com empresários para o caixa dois da campanha do PT passou a ser desviado também para contas particulares dos envolvidos. O prefeito foi torturado e morto quando quis acabar com estes desvios.

O promotor contou que, segundo depoimentos, as pessoas que sofriam extorsão pagavam de R$ 30 mil a R$ 40 mil. “O chefe do esquema era Sérgio Sombra. Ele fazia o recolhimento do dinheiro”, disse Cembranelli. Pessoas envolvidas na administração de Santo André teriam desviado esses recursos e os levavam para o PT. "Até então o esquema contava com a anuência de Celso Daniel", disse Cembranelli. “Celso Daniel seria o coordenador da campanha vitoriosa do presidente Lula.”

O promotor lembrou que o prefeito foi “foi intensamente torturado. Ele tem marcas de espancamento no rosto e no corpo. A vítima estava sem roupas quando foi espancada.”

Enquanto isso, na França, pais onde procurou asilo político para não ser também assassinado, Bruno Daniel, irmão do falecido prefeito, descobriu a existência de contas bancárias em paraísos fiscais, mas com um detalhe particularmente petista: o falecido assinou cheques depois de morto.

Ah, justiça, tu tardas e também és muito lenta. Deves-nos todas as explicações e condenações!

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