14.12.10

Outro país no “Complexo” do Alemão

Quem imagina que no Brasil existe apenas um poder político-administrativo-jurídico, está completamente enganado. As leis que regem casamento, monogamia e responsabilidade familiar não valem absolutamente nada no “Complexo” do Alemão (Rio de Janeiro) e provavelmente nas outras favelas cariocas.

Pois o Fantástico, da Globo, mostrou neste domingo que os traficantes (que deram no pé por causa da ação policial) deixaram pra trás, além de drogas, armas e munição, um número enorme de meninas adolescentes com filhos na barriga ou para criar.
”A vontade dos traficantes era a lei. Eles mantinham uma adolescente em casa e se divertiam com outras na rua”. Contrariando as regras sociais, um traficante consegue ter quantas namoradas ele quiser na “comunidade” (comunidade é expressão criada pelos políticos para tentar amenizar a palavra favela. É como tapar o sol com uma peneira). “Se ele quiser ter dez, ele vai ter”, nas palavras de uma das adolescentes entrevistadas.
Fantástico:
“Com quantos anos uma menina perde a virgindade aqui na comunidade?”
Menina:
“Ih, tem menina que com 9 anos não é mais virgem. Lá onde eu moro tem uma menina que ela tem 9 anos. Ela fica até com homens de 60 anos.”
“Desde quando a menina começa a se arrumar, botar um brinco, uma bermuda curta, já virou mulher, nem esquenta a cabeça da idade que ela tem”, afirma uma das meninas.
“Uma menina que começa ter relação aos 11 anos, aos 12, na verdade muitas das vezes ela não está sendo assediada. Por ela ver o que a mais velha tem e querer ter, ela acaba botando um short curto, um top, e acaba se oferecendo”, opina outra.

Conclusão: não passa pela cabeça de ninguém mais esclarecido, que os políticos cariocas, o prefeito carioca, o governador carioca, a polícia carioca e a imprensa carioca desconhecessem essas torrentes de ilegalidades. São crimes de pedofilia, de poligamia, de crueldade, de abandono de menores, de escárnio à sociedade constituída, de abuso à lei brasileira.

Esses relatos são do “Complexo” do Alemão. E como estará sendo respeitada (ou infringida) a lei nos outros morros e favelas cariocas?

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