2.12.10

Os novos ministros da Dilma

Parece que a turma do PT continua dando pouca importância ao passado – muitas vezes tenebroso – dos convidados a participarem do novo ministério. A petista vai anunciar amanhã os nomes de Edison Lobão para o Ministério de Minas e Energia e de Wagner Rossi para continuar na Agricultura.

Edson Lobão: Foi ferrenho defensor da ditadura militar, lançado na política pelo ex-presidente Ernesto Geisel. Segundo O Globo, Lobão foi acusado de participar de dois casos de corrupção, mas foi inocentado em ambos. Em 1993, foi citado pelo economista e ex-assessor do Senado José Carlos Alves dos Santos como um dos governadores que haviam participado do esquema de corrupção montado na Comissão Mista do Orçamento da União para a distribuição de verbas federais. Chamado a depor na CPI, foi inocentado. No ano seguinte, quando deixou o governo do Maranhão para se candidatar a uma vaga no Senado, foi acusado pelo procurador regional eleitoral do estado de ter usado a gráfica do Senado para a impressão de cadernos escolares que seriam distribuídos a eleitores. O procurador pediu a cassação do registro de Lobão ao TRE, mas não foi atendido. Em 2008, teria utilizado parte de sua verba indenizatória para custear viagem aos Estados Unidos onde realizou exames médicos. Manteve a nora empregada em seu gabinete no Senado durante 16 meses. Ela teria sido nomeada por meio de um ato secreto. Segundo o Diário Catarinense, quando ministro em 2009, teria continuado a receber auxílio-moradia do Senado mesmo depois de assumir o ministério. O montante recebido seria de R$ 57 mil.Segundo a Folha de São Paulo, teria se utilizado dos chamados "atos secretos" (não publicados) no Senado para praticar o chamado "nepotismo cruzado". A filha do deputado Marcelo Crivella foi nomeada para o gabinete de Lobão, mediante ato não publicado. No mesmo dia, Renato Lobão, primo de Edison, foi nomeado para o gabinete de Crivella.

Wagner Rossi: Segundo O Estado de São Paulo, quando presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, foi acusado pelo deputado federal Fernando Chiarelli (PDT-SP) de várias irregularidades apontadas no relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a gestão da empresa ligada ao Ministério da Agricultura. Para ratificar o pedido de exoneração, Chiarelli citou a contratação de empresas irregulares de armazenamento, todas elas inscritas no cadastro de inadimplentes da União. Rossi admitiu as irregularidades na Conab, mas afirmou que eram anteriores a sua gestão e que trabalhava para corrigi-las.

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