30.12.10

Moradias, encostas e administradores

Nesta época de virada de ano, gostaríamos de ouvir apenas boas notícias, renovando esperanças, sempre sonhando com dias melhores.

Entretanto, assunto recorrente na imprensa e neste blog, novamente tomam conta das manchetes os eternos deslizamentos de morros e soterramentos de pessoas nas suas encostas.

Como em Ponte Nova, na Zona da Mata e em Manhuaçu, em Barbacena – municípios de Minas Gerais. Ou em Santo Antônio de Pádua, Noroeste Fluminense. Ou ainda no Espírito Santo, onde a situação parece ser bastante grave.

Não é mais possível culpar o clima, o gás carbônico, o efeito estufa, o excesso de chuvas, o "El Niño", "La Niña" ou o degelo dos Andes como causadores destas tragédias.

A culpa cabe única e exclusivamente aos péssimos administradores municipais, que deveriam forçosamente impedir a construção de moradias nas encostas dos morros ou próximas a rios e formular planos habitacionais para a população mais humilde.

Aparentemente, de nada serviram tantos exemplos e tragédias anteriores, para que prefeitos e secretários municipais passassem a formular planos eficazes de remoção das moradias irregulares e impedir novas ocorrências, que sempre terminam com vítimas fatais.

É inadmissível que um país do porte do Brasil, cujo presidente imagina torná-lo a 5ª potência mundial, cujos senadores e deputados elevaram seus próprios salários em mais de 62%, continue tão despreparado quando se trata da proteção das vidas humanas e de tragédias anunciadas.

Cargo público não é privilégio. Cargo público deve abranger responsabilidades, o dever de servir o povo e muitos projetos, dos mais simples aos mais ambiciosos, além da obrigação de prestar contas à população e à justiça no caso de incompetência.

Foto navegadormt.com

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