22.12.10

A arte de receber e enviar e-mails

A enxurrada de e-mails que circula pela rede me faz pensar: muita gente confunde o envio de anexos interessantes (pinturas, obras de arte, museus, vistas de cidades, cantores, músicas, literatura, fotografias, arquitetura, publicidade, matérias de cunho histórico ou político), com mensagens “pessoais”, mas que infelizmente são preparadas por terceiros.

Estou cansado de receber anexos maravilhosamente formatados, informando quão amigo sou do remetente, o quanto sou importante para ele, como sou uma pessoa especial, como ele me quer bem, etc., etc., etc.

O problema é que estes anexos de e-mails pasteurizados, preparados por algum formatador que não tem muita coisa para fazer na vida, são endereçados como “Undisclosed Recipient”, isto é, foram encaminhados para dezenas de amigos do remetente, que por sua vez os distribuirão para outras dezenas, que seguirão para outras tantas dezenas, multiplicando ao infinito a mensagem pela rede. Exatamente como aquelas antigas correntes de felicidade e pirâmides de dinheiro.

Sinto falta das velhas correspondências pessoais, que me eram enviadas por correio, manuscritas, com mensagens exclusivas, dirigidas unicamente para mim. Sinto falta dos textos autênticos, verdadeiros, externando sentimentos reais, de carinho, solidariedade, amor.

Não quero mais ler mensagens padrões e pasteurizadas, circulando por um mundo globalizado, mensagens que na verdade verdadeira, nada têm a ver comigo.

Portanto, meus amigos, agradeço seu empenho por me incluírem nas suas listas de e-mails. Mas daqui para frente todas as mensagens que não contiverem anexos de interesse e textos pessoais, serão sumariamente deletadas. Quem desejar expressar seu apreço por mim, que o faça com seus próprios textos e mensagens.

Obrigado!

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