4.11.10

Rupturas do PT com PMDB e PSB. Façam suas apostas

Mal foi eleita e a presidenta brasileira já vai ter de enfrentar seu maior desafio para os próximos quatro anos: acomodar os sempre insatisfeitos co-participantes deste circo a que se costuma chamar de coalizões partidárias.
Eu só queria ser uma mosquinha voejando em torno das mesas de reuniões enquanto se discute qual partido ficará com qual ministério; qual partido acomodará mais apadrinhados; qual partido terá a supina honra de nomear o presidente do Congresso Nacional; qual partido ficará com a presidência de qual estatal; qual partido terá direito a mais cargos de confiança.
“Brigas de foice” será a expressão mais suave a ser utilizada do nosso vernáculo.
Afinal, são muitos partidos para acomodar no governo. Além da própria “cumpanherada” do PT, existe o pessoal do PMDB (que desta vez nem se deu ao trabalho de subir no muro, como em eleições passadas, para definir quem estaria no poder e mereceria seu apoio. O que significa que estão com mais energia física para brigar pelo poder). Há a turma do PSB, que elegeu seis governadores. E ainda é preciso satisfazer a turma do PC do B, do PSOL, do PDT, do PV e dos não memorizáveis partidos menores.
Para as primeiras e permanentes rupturas futuras, façam suas apostas.
Eu já vou dar o primeiro chute: a turma do PMDB vai virar a mesa antes da posse da presidenta e, pior, vai se fragmentar em divisões e subdivisões internas. Afinal, eles nunca se entenderam bem e na verdade constituem uns dois ou três partidos diferentes sob a mesma sigla.
E você, quer fazer sua aposta?

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