11.11.10

Grandes empreendimentos são administráveis?

É de se estranhar que um empresário do porte de Sílvio Santos, self-made man, extremamente bem sucedido, dono de 44 empresas e de um patrimônio de 2,7 bilhões de reais (como informam os jornais), não tivesse conhecimento ou tenha sido ludibriado por executivos do próprio grupo, a ponto de subitamente surgir um rombo de R$2,5 bilhões nas suas contas, em especial no Banco Panamericano.

Tudo indica que este e outros casos contrariam todas as mirabolantes teses de palestrantes e entendidos em organização empresarial, que vivem apregoando o incessante crescimento das empresas como objetivo de sucesso na vida.

Eu me pergunto: o que aconteceu com aqueles grandes empreendimentos que aparentavam ser fortes grupos nas décadas passadas, como Cássio Muniz, Hermes Macedo, Mappin, Mesbla, Varig, Comind, TV Excelsior, Montepio da Família Militar, Gurgel Automóveis, Lojas Arapuã, Encol, além de Lehman Brothers, Delta Air Lines, Texaco (estas nos EUA), entre tantas outras?

Será que o velho ditado de “quanto mais alto, maior o tombo” continua valendo no Século XXI? Quais são as deficiências de controle das empresas? Será que o olho do dono é incapaz de enxergar e engordar simultaneamente tantas ninhadas? Existirão homens de confiança para preencher todos os cargos possíveis e imaginários nas grandes organizações? O que está errado nas grandes organizações?

Afinal, empresas pequenas e médias funcionam melhor do que os megaempreendimentos?

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