24.11.10

Bye-bye, Rio de Janeiro

Tudo indica que o Brasil já pode dar adeus ao Rio de Janeiro como parte integrante da nação. O Rio está entregue nas mãos de narcotraficantes, bandidos, criminosos, assassinos, incendiários e deixou, há muito tempo, de ser controlado pelo Estado de Direito.

As autoridades surgem todo dia nas telinhas da tevê com um blá-blá-blá fantástico, tecendo loas à tal polícia pacificadora nas favelas (que eles insistem em chamar de comunidades) e, um dia após o Secretário da Segurança informar que vários morros já estão “pacificados”, eis que incendiários tocaram fogo em automóveis nas ruas. Para azar do Secretário, os únicos dois incendiários presos até aqui, eram originários de um tais dos morros “pacificados”.

Não satisfeitos em tocar fogo em automóveis, a bandidagem incendiou hoje vários ônibus, mostrando quem realmente manda no Rio de Janeiro.

Faça um tour com o Google Earth e navegue além das praias, pelos morros cariocas: você vai descobrir que a população que vive nas favelas é infinitamente maior do que a população que está espremida entre o mar e as montanhas. Qualquer pessoa mais lúcida há de convir que os péssimos administradores da cidade foram coniventes e são os culpados por essa situação irreversível, que passou de todos os limites do razoável.

É uma pena: minha lua-de-mel foi no no Rio de Janeiro, visitei várias e várias vezes a cidade, participei de jantares no Hotel Glória, ouvi jazz no barzinho do Hotel Nacional, morei no Hotel Debret, conheci todas as praias cariocas, passeei pelos bairros e locais turísticos, fui assistir o Moulin Rouge no Canecão – mas deixei de visitar o Rio de Janeiro há muito, muito tempo. Não quero tomar um tiro de “bala perdida”, sofrer um arrastão nas Vias Amarela ou Vermelha, nem ter meu carro incendiado.

Bye-bye, Rio de Janeiro: esse estado foi riscado do meu mapa do Brasil. Que tristeza!

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