2.11.10

Al Capone

A historia do cinema Norte Americano nos brindou com filmes maravilhosos, muitos deles históricos, embora, na tônica da história tenha havido algumas fantasias para levantar emoções.
Recentes histórias, do nosso mundo político, nos levaram para a lembrança da história de Chicago, pela apresentação do filme os intocáveis, filme de grandes atividades emocionais.
Com os intocáveis a história da máfia, a “Honorata Societá”, também chamada de “Cosa Nostra”, onde pontificavam imigrantes italianos, entre eles, a figura que se tornou famosa, chamada Al Capone, com ele o crime organizado.
Al Capone nasceu na Itália em 1889 e faleceu em 1947 nos EEUU
Consta que o serviço de segurança, juntamente com a polícia federal americana, sempre muito eficientes, somados ao judiciário, nunca conseguiram provar qualquer participação de Al Capone em todos os processos de criminalidade, havidos no comando da sua “Cosa Nostra”.
Inclusive consta que nunca ele portou uma arma. Apenas os seus auxiliares e seguidores portavam as armas, metralhadoras, as vezes transportadas em um saco de golfe ou sob as vestimentas.
Consta que as atividades de gangsters, comandadas por ele, faturava cerca de três e meio bilhões de dólares por ano, com capacidade de subornar policiais e juizes, despendendo cerca de duzentos e cinqüenta milhões de dólares anuais.
Nunca houve provas para puni-lo, pois nunca estava presente nos acontecimentos. Nem suspeitas materiais ficavam nos atos de ilegalidade, nas disputas de grupos ou domínio de territórios de tráfico de drogas, prostituição, clandestinidade de bebidas especialmente durante a promulgada lei seca que proibia o comércio de bebidas alcoólicas, também no oferecimento compulsório de proteção a comerciantes e empresários e pessoas de muitas posses.
Este tipo de proteção era uma forma de extorquir dinheiro sob pena de receberem a agressão da própria organização e, quando pagavam para não serem agredidos pelo próprio grupo, eram também defendidos contra a agressão de outros.
Al Capone, oficialmente, nunca sabia de nada e nunca aparecia qualquer comprovação das suas participações ou comandos.
Conseguia ser recebido nos altos círculos sociais, relacionava-se bem com as autoridades. Alem dos subornos concedia belos presentes na forma de gentileza de boa amizade.
Seus auxiliares, os que se deixavam ser suspeitos e sujeitos a investigações maiores, por fracasso em determinadas ações, eram imediatamente eliminados, eliminação que era comandada com ordens para outros subordinados, tal como fazia Stalin na Rússia, quando recebia no gabinete algum elemento pelo qual não nutria simpatia, à saída deste, chamava um outro auxiliar de confiança e apenas dava um sinal, sem nada dizer, para eliminar o visitante que acabara de sair.
A punição de Al Capone lhe veio por algum deslize na declaração do imposto federal. Não é necessário ser letrado para ser um chefe de máfia.
Nem ser culto ou erudito. Basta ter a capacidade de penetrar na psicologia dos auxiliares, conhecer a psicologia do medo, para impor a tirania.
Conhecer a gula de cada um para satisfazer suas exigências e, se aproveitando de todas estas fraquezas, saber dizer a cada um o que cada um gosta de ouvir, assim distribuir algumas benesses e dominar, mantendo o ar de nobreza e de protetor, se fazendo ausente e desconhecedor dos acontecimentos comprometedores.
A massa da população gosta de protetores, mesmo fantasiosos.
A classe média gosta de fantasias. A camarilha gosta de lucro fácil.
Há boas condições para a máfia manter o domínio entre nós.
O Brasil não precisa da “Lei Seca” igual a adotada pelos EE UU.
Diante de tanta complacência e indignidade, nossas leis já são secas para os poderosos. Fogosas para os opositores.
FAHED DAHER
Academia de Letras de Londrina. Centro de Letras do Paraná

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