25.10.10

O PT e a legalização dos abortos

Não existem dados oficiais que determinem o número exato de abortos clandestinos no Brasil. Em geral, esses procedimentos são realizados sem a mínima condição de higiene ou segurança – e por não existirem dados oficiais, tampouco se consegue obter o número exato de mortes e complicações daí decorrentes.

Um relatório antigo da Organização Mundial da Saúde, de 2005, mostra que quatro milhões e 200 mil mulheres se submetiam ao aborto anualmente na América Latina e Caribe, e que 21% das mortes relacionadas com a gravidez, o parto e o pós-parto, tinham como causa as complicações do aborto realizado de forma precária. Ainda segundo estimativa da OMS, no Brasil, 31% das gestações são interrompidas, o que representa um número estimado em um milhão e 400 mil abortos realizados em condições precárias, geralmente, conduzidos por pessoas despreparadas. É difícil contabilizar o número de mortes decorrentes de um aborto malfeito, principalmente porque são as mulheres de classe baixa as maiores vítimas, e que, na maioria das vezes, não procuram atendimento médico.

Segundo a professora Alcilene Cavalcante, da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, a quantidade de abortos realizados em condições inseguras, no Brasil, é um pouco menor, chegando a 1 milhão por ano.

E por que o assunto aborto tomou uma conotação política tão intensa e explosiva?

Deixando-se de lado as implicações religiosas, que não são o tema central dessas considerações, o interesse do governo do PT é jogar com números financeiros para tentar reverter o problema dos abortos no Brasil.

A candidata petista Dilma simplesmente quer legalizar o aborto no Brasil para reduzir os altos custos hospitalares decorrentes de infecções e intercorrências resultantes dos atendimentos clandestinos, pois essas mulheres são encaminhadas para hospitais da rede pública na tentativa de se reverter o quadro crítico e até de salvarem suas vidas. O que forma a equação:

Menos abortos clandestinos = menos custos hospitalares

Ao mesmo tempo, a legalização do aborto traria uma redução no número de mulheres contempladas com as tais bolsas-família, que recebem de acordo com a quantidade de filhos que geram. A nova equação:

Mais abortos = menos crianças = menos bolsas

Pois os auxílios-bolsas se tornaram uma bola de neve e cada vez mais famílias passaram trabalhar menos e viver dessas benesses governamentais.

O interesse dos maquiavélicos pensadores do PT está voltado unicamente para estatísticas e custos. Então, fechando a equação dentro da lógica petista:

Menos bolsas = mais verba para cargos e empregos dos ‘cumpanheros’

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