2.10.10

Dívida de quase dois trilhões de reais. É a herança lulista para o próximo presidente


Se você prestou atenção, ouviu abordarem - muito por cima - a dívida pública brasileira no último debate da Globo. Pois saiba que a dívida pública brasileira não para de crescer. Segundo o Banco Central, entre dezembro de 2006 e maio de 2010, a dívida bruta saltou 49%, de R$ 1,336 trilhão para R$ 1,991 trilhão, e hoje equivale a 60,1% do PIB. (Como estamos em outubro, já deve ter batido acima dos dois trilhões).
Um ranking do FMI (Fundo Monetário Internacional) com 27 economias mostra que o Brasil tem a terceira maior dívida pública entre países emergentes, perdendo somente para Hungria (2º) e Índia (1º). Segundo o levantamento, a dívida bruta total do setor público brasileiro vai chegar a 67,2% do PIB no final de 2010.
A saúde financeira de um país é medida por indicadores econômicos, como o tamanho da dívida e sua capacidade de pagamento. Ao reduzir sua dívida, o país paga juros mais baixos em empréstimos externos e é bem avaliado como receptor de investimentos produtivos. Quer dizer, além de sobrar mais dinheiro para investimentos – o chamado progresso econômico -, amortizar a dívida reduziria a despesa com juros e o país poderia realizar mais pela sua população.
Mas no governo Lula não se fala em amortização. Preferem usar as sobras do Orçamento com gastos que lhes dêem dividendos políticos e eleitorais a amortizar dívida e reduzir despesas com juros.
Em dezembro de 2006 os créditos do governo federal junto ao BNDES somavam R$ 9,953 bilhões. Em maio de 2010 deram um salto impressionante de 2.012%, para R$ 210,229 bilhões. Ou seja, o BNDES passou a ser financiado com endividamento do Tesouro, em três operações que somaram R$ 202,5 bilhões, não saíram do Orçamento, não foram votadas pelo Legislativo, premiaram o setor privado com juros subsidiados e o contribuinte pagou a conta.
Vai ver que esta é a explicação para o empenho lulista em eleger a terrorista-dilma a qualquer custo. Se a oposição assumir, a primeira providência a ser tomada será uma auditoria funda nas contas lulistas. Aí pode dar uma enorme zebra. E como sempre, vai sobrar para quem?
Eu dou uma pista: pela ordem, o pessoal das filas nos hospitais e postos de saúde, os aposentados, a população em áreas de risco, as famílias que moram em favelas, os desempregados, os sem-teto... e por aí afora.

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