12.8.10

Candidata apelativa

A feiíssima candidata Marina Silva vive apregoando aos quatro ventos a sua origem pobre, as dificuldades que enfrentou, patati, patatá.
Ela se esquece que outras milhares e milhares de pessoas também passaram por dificuldades.
Meus pais, por exemplo, perderam tudo o que possuíam na Europa para conseguir escapar do Holocausto de Hitler – sorte que vários tios e primos meus não tiveram, pois perderam suas vidas nas câmaras de gás, nos campos de concentração ou torpedeados por submarinos alemães.
O Brasil acolheu muito bem os imigrantes fugidos de tantos e tantos países, que para aqui vieram tentar uma nova vida e que com certeza enfrentaram muito mais dificuldades do que a candidata, visto que não falavam a língua, não conheciam os usos e costumes do nosso povo, não tiveram a chance de cursar uma faculdade brasileira e, via de regra, não conseguiram voltar a trabalhar nas su
as atividades anteriores.
Para que eu, ainda bem pequeno, pudesse me tratar da coqueluche, chamada de “tosse comprida” em Santos, na época da guerra, meu pai teve de solicitar um salvo-conduto à polícia de Getúlio Vargas para uma simples viagem a partir de São Paulo.
Salvo-conduto que meu pai, trabalhando como caixeiro-viajante, era obrigado a requerer a cada saída de São Paulo – uma humilhação para quem tinha sido um corretor da Bolsa de Valores na Europa – e posteriormente se apresentar à delegacia de polícia da cidade de destino.
A candidata deveria estudar um pouquinho da História do Brasil para conhecer as sagas de japoneses, alemães, italianos e principalmente de judeus que por aqui aportaram. Duvido que a vida deles tenha sido menos difícil do que a da candidata.
A diferença é que jamais ouvi uma queixa, uma lamúria ou uma reclamação dos meus pais e de outros imigrantes, que se lançaram à luta em busca do pão de cada dia.
Eu jamais votaria na candidata Marina pelas suas ideias retrógradas, pobres de conteúdo, esquerdistas e pelo seu desconhecimento administrativo. Mas com certeza jamais votarei nesta pessoa que faz da sua origem pobre a plataforma para tentar comover seus esparsos eleitores.

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