10.7.10

Roteiro impossível


Um dia, apresentei o roteiro da minha nova história para a editora: tratava-se de um crime encomendado por um jogador de futebol, apelidado de “Polvo”. Seu braço-direito e pau para toda obra levava a alcunha de “Bolacha”. Juntos, encomendaram o assassinato de uma ex-amante de "Polvo", mãe de seu filho.
Para executar o crime, contrataram um matador profissional, ex-policial de alcunha “Mineiro”. Junto com mais um parente do jogador, de alcunha “O Magro”, atraíram e sequestraram a ex-amante. Já no carro, a imobilizaram e agrediram.
Em seguida, acompanhados da criança, levaram a ex do jogador para um sítio e a chacinaram friamente. Como na história inglesa de Jack, estriparam o corpo, mas os requintes foram mais cruéis: jogaram os pedaços do corpo para cães ferozes.
Para darem sumiço na criança que a ex-amante trouxera, simplesmente entregaram-na a uma conhecida da esposa “de fato” do jogador “Polvo”.
Quando o crime veio à tona, a polícia localizou e entregou a criança para o avô paterno, mas descobriu-se que ele era pedófilo e já fora condenado à prisão por ter abusado de uma criança de 10 anos.
Além de “Polvo”, “Macarrão, “Carioca, “O Mineiro”, aparecem ainda alguns personagens paralelos como ”Perninha” e outros partícipes.
Fiquei frustrado: a editora não aceitou a história, alegando ser ela ficcional demais, invencionices impossíveis, os leitores não iriam acreditar no roteiro.
Que pena!

Um comentário:

  1. Horror! Não há cadáver ( os cães devoraram). Os 'pitibuls' se recusam a fornecer amostras para o ex. de DNA...Nos EEUA retiram logo as amostras .Estão certos .A ciência é para ajudar a verdade. Aqui afirma-se que ' ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo'.Banânia!

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