23.6.10

Publicidade na mão de moleques

Mais uma vez algum pseudo-criador publicitário de agência brasileira enfiou os pés pelas mãos. O Ministério Público Federal em Belo Horizonte recomendou à AmBev, detentora da marca Skol, a suspensão da campanha publicitária em que uma lata de cerveja, ao ser aberta, chama de "maricón" um torcedor argentino.
Um cidadão argentino, que reside em Belo Horizonte, entrou com uma representação reclamando que a campanha teria nítido conteúdo ofensivo e discriminatório.

"Eu entendo que existe um caráter duplamente discriminatório. Em primeiro plano, há um preconceito contra os argentinos e, subliminarmente, há um caráter homofóbico", afirma o procurador Edmundo Antônio Dias Neto, autor da recomendação. “O comercial fere o artigo 5º da Constituição Federal, que garante aos estrangeiros residentes no País igualdade perante a lei e respeito aos seus direitos, sem distinção de qualquer natureza. Esta propaganda contraria ainda o Código de Defesa do Consumidor e o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que em seu artigo 20 deixa claro que nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminação racial, social, política, religiosa ou de nacionalidade".
Parece que as novas safras de publicitários despejados pelas faculdades não têm cultura, discernimento e principalmente “simancol” para criar peças publicitárias.
Esta peça que deve ser suspensa pelo Ministério Público mostra a ignorância do publicitário que a criou, que pelo visto desconhece História e as perseguições sofridas por islâmicos, judeus, afro-descendentes, gays... e por aí afora.

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