18.6.10

Como se sair bem após desviar dinheiro do INSS

Considerada uma das maiores ladras do Brasil, a ex-advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes (esse bofe que está na foto) teve a cara de pau de entrar com um recurso na justiça para não precisar devolver R$200 milhões que não lhe pertencem.
A ex-advogada foi condenada a 14 anos de reclusão, fugiu, mas acabou presa em 1997. Dez anos depois, passou ao regime semiaberto e passava as noites na penitenciária Oscar Stevenson, em Benfica, na zona norte do Rio.
Atualmente os procuradores federais administram 23 imóveis que pertenciam a Jorgina e rendem R$ 35 mil por mês. No total, são 57 imóveis sequestrados, todos adquiridos com os desonestos desvios.
O juiz José Carlos Zebulum, da 27ª Vara Federal do Rio, afirma que as fraudes da quadrilha a que pertencia Jorgina podem ter representado um rombo de R$ 500 milhões para a Previdência Social.
A principal fraude que levou à condenação de Jorgina foi o pagamento de uma indenização a um servente em 1991, cujo valor da época chegava a US$ 44,5 milhões. Detalhe: o trabalhador havia morrido em 1986, isto é, cinco anos antes do pagamento do benefício do INSS. Jorgina atuava como sua advogada.
Por esta e por outras malandragens e pela absoluta falta de controle do INSS, os pobres aposentados jamais terão suas aposentadorias reajustadas de acordo com o valor real ao primeiro "benefício" - o mais infeliz dos nomes, criado para fazer de conta que o governo está fazendo um enorme favor à população, que pagou anos e anos por esse direito.

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