17.5.10

Mentiras ou verdades? Entenda esse jogo

1 No domingo, os ministros de Relações Exteriores do Irã, da Turquia e do Brasil assinaram um acordo sobre o programa nuclear iraniano na reunião do G-15 (17 países em desenvolvimento), em Teerã. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, aceitou trocar 1.200 quilos de urânio por material nuclear (enriquecido a 20%) equivalente para seu reator de pesquisas médicas. O processo deverá se dar em território turco. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o acordo alcançado com o Irã para realizar a troca de urânio na Turquia é "uma vitória para a diplomacia".
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, também falou sobre o programa e reiterou que o acordo "deve ser suficiente" para evitar as sanções ao Irã por parte da comunidade internacional, como já havia dito em uma conferência de imprensa em Teerã. O chefe da diplomacia brasileira considerou que agora o Irã poderá exercer seu "direito legítimo" à energia nuclear para fins pacíficos, incluindo a possibilidade de "enriquecimento" de urânio.


2 O Irã vai continuar a enriquecer urânio a 20%, afirmou nesta segunda-feira, 17, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país à agência Irna. A declaração foi dada pouco tempo depois de Teerã concordar com um acordo para enviar a maior parte de seu urânio enriquecido para a Turquia. "Claro que o enriquecimento a 20% irá continuar em nosso próprio país", disse o porta-voz Ramin Mehmanparast.
O processo de enriquecimento de urânio pode ser usado tanto para fins pacíficos como para um programa de armas nucleares. Potências lideradas pelos EUA temem que o Irã busque secretamente essas armas, mas Teerã alega ter apenas fins pacíficos. Para produzir uma bomba atômica, é preciso urânio enriquecido a mais de 90%.
(Notícias do jornal O Estado de São Paulo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário