15.3.10

Verdade, mentira ou desonestidade?

Está na hora de a OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, acompanhar bem de perto o caso dos assassinatos do cartunista Glauco e seu filho.
Pois o tal amigo do assassino, de nome Iasi, que dirigiu o carro até o local do crime, apresentou-se à polícia junto com o seu advogado, de nome Cássio Paoletti. Este, frente às câmeras, afirmou categoricamente com todas as letras que seu cliente “conseguiu fugir” enquanto o criminoso executava o crime.
Entretanto, em entrevista ao "Fantástico", na TV Globo, a mulher de Glauco contesta a versão do rapaz – e do advogado Paoletti. Ela disse que o rapaz ficou sentado no sofá enquanto o criminoso torturava o cartunista. Beatriz também disse que chegou a pedir ajuda a Iasi, que aparentava estar drogado, mas que ele teria feito sinal negativo com a cabeça e após os tiros deu fuga ao criminoso no seu carro. Afirmação que foi também confirmada pela enteada de Glauco.
E agora? Se a versão das duas mulheres estiver correta, caracterizando uma mentira do advogado, o que acontecerá com este? A OAB vai cassar sua licença? Vai ficar tudo por isso mesmo? Afinal, qual é a função de um advogado: zelar para que a lei seja cumprida, defendendo com unhas e dentes os direitos do seu cliente, ou ajudar a acobertar um criminoso através de mentiras, sendo então mais cúmplice do que causídico?

Nenhum comentário:

Postar um comentário