29.3.10

O suplício da poluição sonora


Ao contrário da eficiente justiça paulistana, aqui em Londrina os habitantes estão sujeitos às forças econômicas das grandes empresas, que transgridem tranquilamente as leis e conseguem evitar – em nome do chamado “progresso”, das suas “realizações” e da mão-de-obra que empregam - que os órgãos competentes tomem as devidas providências em defesa dos cidadãos.
Escrevo especificamente sobre uma construtora, que desde 2006 vem atormentando os moradores do nosso edifício, ao utilizar-se de um terreno vizinho para depósito de materiais e de lá atormentar diariamente os ouvidos da vizinhança com uma serra elétrica que supera de longe o máximo de decibéis permitidos pela lei.
Um processo por mim instaurado na Prefeitura está “misteriosamente” paralisado e esquecido há anos.
Denúncia que fiz neste blog resultou em uma notificação extra-judicial, obrigando-me a deletar o texto, sob ameaça de um processo civil e criminal.
Cartas e e-mails enviados à construtora não são respondidas.
Curiosamente, a diretoria da empresa é composta por descendentes de nipônicos.
Lã no Japão, após as tragédias de Hiroshima e Nagasaki provocadas pelo covarde bombardeio de Pearl Harbor, houve uma conscientização admirável do povo, no que tange à humildade e ao respeito pelo próximo. Aqui em Londrina, estes mesmos descendentes nipônicos só demonstram empáfia, desrespeito e arrogância, mais preocupados com a ganância do que com o bem-estar da vizinhança.

(Ilustração: Igor Veríssimo)

Um comentário:

  1. Rudolf von Ihering,em seu livro "A Luta Pelo Direito", afirma que :'Todo aquele que,ao ver seu direito torpemente desprezado e pisoteado,não sente em jogo apenas o objeto desse direito,mas também sua própria pessoa,aquele que numa situação dessas não se sente impelido a defender a si mesmo e ao seu bom direito,será um caso perdido,e não tenho o menor interesse em converter um indivíduo desse tipo.'E cita Kant:'Não permiti que vosso direito seja pisoteado impunemente.'Cita,ainda A. Schmiedl:'Pouco há de importar aos teus olhos que o objeto do teu direito seja um centavo ou cem libras.' Ihering conclui:'Defendo a necessidade da luta pelo Direito apenas naqueles casos em que a agressão ao Direito representa um desrespeito à pessoa humana.'E digo eu:Todos nós temos direitos personalíssimos,e um deles é o direito ao repouso e ao silêncio,por isso a lei vem em nossa defesa.Parabéns,Sr Júlio,por lutar por nossos direitos!

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