4.3.10

Lembranças amargas

Com referência ao texto sobre o bárbaro assassinato do soldado Mario Kozel Filho que anda circulando pela rede, sou testemunha próxima do ocorrido: naquela data de 26/08/1968, eu morava a cerca de dois quarteirões de distância do Quartel General do II Exército em São Paulo – onde o soldado Kozel fazia plantão na guarita.
Às horas tantas da madrugada, fui praticamente derrubado da cama por uma fortíssima explosão – e surpreendo-me até hoje pelos vidros da minha casa terem permanecido intactos.
Ainda assustado, corri para a janela do quarto e, minutos depois, assisti à corrida desesperada de vários soldados armados, que vasculhavam as imediações do quartel. Luzes se acendiam em todas as casas e muitos vizinhos foram para a rua. No ano de 1968 explosões e atentados eram praticamente inexistentes – ainda mais nas cercanias do Parque do Ibirapuera.
No dia seguinte, inteirados dos fatos, os paulistanos foram unânimes no repúdio ao atentado e ao assassinato do jovem, que foi uma vítima absolutamente inocente da sanha assassina dos terroristas do VAR Palmares, Colina e outras organizações da esquerda.
A rua onde aconteceu o atentado, bem em frente ao Ginásio do Ibirapuera, ganhou o nome do jovem soldado. Homenagem justa.
Espero nunca ler ou ouvir falar de que algum dia os envolvidos no crime mereçam nome de rua. Seria um atentado contra a ética, contra a moral e contra a lei.

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