4.12.09

Breve roteiro de filme

Mexicano é capturado à força por vários homens quando descarrega um caminhão na Cidade do México e em seguida jogado em uma caminhonete.
Quando as portas da caminhonete são abertas, ele se vê com mais 106 pessoas presas em uma clínica de reabilitação de alcoólatras e dependentes químicos, em sua maioria indígenas. Todos eles forçados a jornadas de trabalho de 16 horas diárias, vivendo em condições subumanas, insalubres, amontoados e em condições extremas de maus-tratos e exploração sexual.
O trabalho começa às 8h e termina à meia-noite, dispondo apenas de meia hora por dia para comer.
Lá, são obrigados a trabalhar na fabricação de bolsas para shoppings e acessórios para roupas. Dormem no chão ou em beliches, e quando são vistos conversando, recebem castigos com até três dias sem alimentos e banho.
O local somente é descoberto após denúncia feita por uma vítima resgatada por sua família
O local funciona há cerca de oito anos.
Os lucros são repartidos entre os membros de uma organização criminosa que comanda o centro.
Vários dos resgatados são enviados a hospitais com evidentes graus de desnutrição e desidratação, infecções cutâneas e fraturas, entre outros problemas físicos.
Não, não se trata de ficção.
O fato aconteceu de verdade na região de Iztapalapa, México, e a polícia libertou estes escravos neste dia 3 de dezembro.
23 membros da quadrilha acusada de tráfico de pessoas são presos.
E o pior: algumas das pessoas libertadas disseram que seus próprios familiares os colocaram no centro de reabilitação. Mesmo informados por funcionários de que o tempo máximo de permanência era de três meses, largaram seus parentes no local por mais de seis meses.
Foto ilustrativa: revelacaoonline.uniube.br

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