12.10.09

Reforma Agrária: o MST e suas baboseiras

Já está mais do que na hora de abandonar a visão retrógrada da reforma agrária, de que o problema consiste na produção de comida. Nunca o País produziu tantos alimentos e a tão baixo custo. E isso se deve a uma moderna agricultura, que soube integrar em distintos níveis a agricultura familiar e o agronegócio. O discurso do MST e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) não resiste aos fatos. Os assentados não são agricultores familiares propriamente ditos, muito menos os responsáveis pela magnífica produção agropecuária. Sua produção e sua produtividade são pífias, apesar dos seus 84 milhões de hectares. Não possuem títulos de propriedade, não são emancipados e vivem à custa do governo.
O discurso da coordenadora da invasão de que a destruição dos pés de laranja foi feita para plantar feijão para alimentação é de uma bobagem atroz. Eles são alimentados pelo Bolsa-Família e pela cesta básica, financiados pelo governo. Para se ter ideia da enormidade dita, o Exército brasileiro necessita dispensar os seus recrutas e soldados porque não pode alimentá-los durante toda a semana. O governo não libera recursos. O MST não tem esse tipo de problema.

Extraído do artigo “Arbítrio” de
Denis Lerrer Rosenfield, professor de Filosofia na UFRGS

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