16.8.09

A ficha de Dilma Roussef

Recebi de um jornalista muito sério – que coincidentemente é meu filho – a advertência de que a ficha de Dilma Roussef reproduzida no artigo mais abaixo e supostamente atribuída ao DOPS, pode ser falsa e preparada dolosamente. A imagem fora publicada pelo jornal Folha de São Paulo e já no dia seguinte sua veracidade foi colocada em dúvida pelo próprio jornal.

Navegando pela internet, descobri que diversos blogs reproduziram a mesma ficha. Além disso, o jornalista Luiz Nassif expôs suas dúvidas de forma ambígua, isto é, de que a ficha pode ou não ser autêntica.

De uma coisa temos certeza: a atual ministra participou sim de atividades terroristas e a Revista Veja, em 2003, revelou que ela era bastante atuante, perigosa e alçada a uma posição de muita influência na ala à qual pertencia.

Muitas pessoas inocentes foram mortas e sofreram naquela época, vitimadas pela inconseqüência daqueles esquerdistas. Em São Paulo, fui acordado em plena madrugada pela explosão de um caminhão-bomba que assassinou um jovem soldado na guarita do Comando do II Exército no Ibirapuera, jovem que pela sua tenra idade obviamente nada tinha a ver com a situação política da época.

Outro carro-bomba explodiu acidentalmente na Rua da Consolação, bem no local onde eu passava diariamente transportando meus filhos rumo à escola. Por ironia, o único a ser vitimado foi o próprio terrorista que dirigia o veículo.

Nada desculpa a ministra de ter pertencido a alas radicais, que assassinaram inocentes, sequestraram embaixadores e pais de família, sem se importarem com algo além das suas ações, que hoje querem ou desmentir, ou relegar em sua importância a uma pseudo-guerrilha necessária para derrubar a ditadura.

Não concordei em absoluto com a ditadura, que só fez um mal enorme ao Brasil e que torturou e assassinou incontáveis pessoas, algumas das quais eu conheci. Mas também jamais concordei com aqueles atos terroristas, que com certeza levaram nosso país ao alto grau de exacerbação política que todos conhecem. E a ministra fez parte importante desse processo reverso.

E o mais importante de momento é a discussão sobre mais uma inverdade que ronda a dita cuja, que usa as prerrogativas do poder para colocar em dúvida afirmações de subalternos, proibindo inclusive a divulgação pela Rede Globo da lista de visitantes ao seu gabinete naquele dia do eventual encontro com a sua acusadora.

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