20.7.09

Notícias sarneyianas de hoje (leia-se corrupção)

Da Folha de São Paulo

1 - Fernando Sarney (filhinho do Sarney) foi indiciado anteontem sob acusação de ter cometido quatro crimes: formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele é alvo de cinco inquéritos abertos pela PF -a principal linha de investigação apura a prática de tráfico de influência supostamente exercida por Fernando para beneficiar empresas privadas em contratos com o governo.

2 - A Abom (Associação dos Amigos do Bom Menino das Mercês), entidade de assistência social controlada pela família Sarney, repassou ao menos R$ 130 mil que recebeu da Eletrobrás a título de patrocínio cultural para a empresa de uma ex-assessora de Roseana Sarney (PMDB-MA) e para a própria família. Segundo a reportagem, o dinheiro é parte dos R$ 400 mil dados à Abom em dezembro de 2008 para o auto de Natal "Canto de Luz", encenado na sede da Fundação José Sarney, em São Luís. A Folha informa que a maior fatia dos recursos (R$ 83,1 mil) foi para a Sacada Eventos e Produções, empresa de Marizinha Raposo, produtora cultural local. Nos últimos quatro anos, Marizinha também recebeu R$ 2.800 mensais do Senado como assessora parlamentar do gabinete da então senadora Roseana.

3 - A Polícia Federal abriu inquérito no dia 17 de junho para investigar a ampliação do aeroporto internacional de Macapá (AP), principal obra pela qual o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), trabalhou para viabilizar na capital do Estado que o elegeu. A ampliação parou após o tribunal descobrir problemas no contrato e na execução, entre eles, um sobrepreço de pelo menos R$ 17 milhões. Incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o empreendimento foi inicialmente orçado em R$ 112 milhões. A Folha informa que a obra transformou-se em um imenso esqueleto de concreto, abandonado há mais de um ano, tomado pelo mato e, segundo auditoria, com sinais de deterioração. A ampliação foi um pedido pessoal do senador ao presidente Lula.


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