2.6.09

Mamata! Os planos de saúde no Senado

Basta passar seis meses como Senador para ter garantido, sem nada pagar, um plano de saúde familiar vitalício que consome por ano R$ 17 milhões.

310 dos nossos ex-senadores custam pelo menos R$ 9 milhões por ano, cerca de R$ 32 mil por parlamentar aposentado. Detalhe: para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, a mordomia era ainda maior: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.

No total, os 81 senadores da ativa e os 310 ex-senadores e seus pensionistas usufruem de um sistema privilegiado de saúde que consome cerca de R$ 17 milhões por ano. Os parlamentares da ativa e seus familiares não têm limite de despesas com saúde: em 2008, gastaram cerca de R$ 7 milhões - R$ 80 mil por senador.

No ano passado, os gastos globais do Senado com saúde para parlamentares e servidores foram de R$ 70 milhões. O jornal Estado apurou que em 2008 o Senado gastou cerca de R$ 53 milhões com a saúde de 18 mil servidores efetivos e comissionados, entre ativos e inativos.

Ao contrário dos senadores, que não descontam um tostão para ter todas as despesas de saúde pagas, os servidores em atividade e inativos têm descontados em média R $ 260 por mês. O custo de cada servidor ao ano é de cerca de R$ 3 mil.

Os senadores nem precisam trabalhar: às sextas-feiras não há mais senadores em Brasília, pois só chegam na terça e abandonam o senado e Brasília na quinta a noite, no mais tardar.

O pagamento das despesas médicas de senadores, ex-senadores e dependentes é autorregulamentado pelo Ato nº 9, de 8 de junho de 1995. A norma prevê que o Senado arque com todas as despesas dos senadores, sem limites. Estabelece até o pagamento de cirurgias e tratamento médico no exterior.

Condensado do artigo de Eugênia Lopes e Rosa Costa
Fonte: O Estado de São Paulo (26.04.09)

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