17.5.09

Filas de idosos só pró forma

Hipocrisia. É assim que a gente pode chamar o atendimento nas filas especiais de idosos, gestantes e deficientes em algumas instituições.

A lei obriga aos bancos, correios, supermercados, órgãos públicos e outros a manterem guichês e caixas para que esse público seja bem atendido.

Tive o azar de fazer compras neste último sábado (16) à tarde no Carrefour de Londrina. O supermercado estava repleto e havia um único caixa para o atendimento especial. Os responsáveis haviam sumido, não foi possível encontrar alguma pessoa de hierarquia superior para se reclamar.

Se o Carrefour entendesse de bom atendimento ao consumidor, imediatamente abriria mais um, dois ou até mais caixas para aliviar esse público especial. Mas, hipocritamente, o supermercado segue estritamente a lei, isto é, cumpre o que a lei determina e mantém um único caixa especial em funcionamento. Tanto faz se a fila está com três ou vinte pessoas.

Como se trata de um grupo internacional, me parece que eles não dão a mínima para seu público. Se a loja der prejuízo, paciência. Muda-se a gerência e toca-se o barco. No frigir dos ovos, algumas outras lojas compensam o prejuízo.

E outra coisa: o cartazete do caixa especial informava que se destinava a “idosos acima de 65 anos”. Pelo que me consta, a lei é clara: idosos somos todos nós que passamos dos 60 anos.

Parece que para os grandes grupos, vale tudo. Em contrapartida, o pequeno lojista é fiscalizado, tem de pagar multa porque a altura dos azulejos está fora do padrão, porque o espaço não é adequado, porque a guia da prefeitura não está exposta, porque o refeitório dos funcionários não cumpre as exigências, porque o banheiro estava sem papel para enxugar as mãos, porque a mercadoria estava mal armazenada...

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