27.4.09

Notas paulistanas

Cá estou novamente em Sampa, hospedado na casa de Fabio e Tânia (filho & nora), coincidentemente no Campo Belo, bairro em que morei seguramente por uns vinte e cinco anos, antes de fugir do stress paulistano para Cotia e, posteriormente, Londrina.
O Campo Belo mudou pouco e mudou muito. Explicando melhor: as ruas são as mesmas, a maioria das casas daquela época continua em pé, porém houve construções de prédios em larga escala, aumentou o número de casas comerciais e escritórios e aumentou muito o número de veículos que trafegam pelo bairro. De tal sorte, que já fica difícil se achar um lugar para estacionar, parecendo que o problema se iguala ao do bairro de Moema, talvez o bairro com o maior número de veículos/m2.
Aproveitei para visitar o Museu da Língua Portuguesa na belíssima Estação da Luz. O museu é fascinante, passei horas apreciando a tecnologia empregada, aprendendo cada vez mais sobre a história do Brasil e sobre a língua portuguesa. Lá a gente se depara novamente com o latim, aprendizado obrigatório nos colégios na década de 1950 e percebe-se como foi importante estudar esse idioma. O Museu é obra de Primeiro Mundo!
O lado ruim de Sampa é o estado calamitoso do asfalto em várias ruas e avenidas, a pichação em larga escala em imóveis particulares por vândalos e imbecis, o trânsito caótico e assustador, pois há dezenas de motoristas fominhas, costurando a torto e a direito, trafegando por faixas reservadas a ônibus e táxis, buzinando loucamente no décimo de segundo em que você se atrasou para engatar a primeira marcha no farol (sinaleiro, para alguns); e os motoqueiros, o terror dos motoristas. São dezenas, centenas, milhares, parece brotarem do chão, buzinando interminavelmente para abrir caminho na faixa divisória das pistas.
Da janela do apartamento vejo aviões chegando a Congonhas a cada dois ou três minutos, tornando-o certamente o mais movimentado do país.
Eu já me havia esquecido de quão longos e intermináveis são os caminhos para se visitar um amigo aqui em Sampa. Parece que o jeito é marcar um almoço ou a gente se encontrar em um boteco no meio do caminho entre os dois endereços. Assim, as distâncias caem pela metade. Ficarei ainda por alguns dias nesta cidade, esperando ter outras novidades para contar.

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