30.3.09

Habemus praefectus


Cumpri o obrigatório “dever cívico” de votar no inédito 3º turno das eleições para prefeito em Londrina. Apesar do calor. Apesar da má-vontade. Apesar da perda de tempo. Eu não queria. Mas depois a lei me faria perder muito tempo atrás de documentos, multas. etc. Democacia é assim mesmo.

Fiz o que mais de 28% dos londrinenses não fizeram. Essa foi a porcentagem de votos brancos, nulos e abstenções. O que mostra que não era só minha a má-vontade.

Foi eleito um ex-radialista bem falante, que botou óculos para aparentar ser um bom menino e que conseguiu cativar aqueles que esperam milagres do novo, do desconhecido. Como nós, brasileiros, já experimentamos com o expurgado e famigerado Collor, ex-desafeto do Lula, agora lulista assumido e que já paira novamente sobre nossas cabeças tramando não sei o quê.

Então ficou o seguinte:

- no primeiro turno ganhou Belinatti, com Hauly em 2º e Barbosa em 3º;

- no segundo turno ganhou o Belinatti;

- logo em seguida este foi cassado pelo TSE;

- assumiu um prefeito tampão, que para isso desmanchou acordos anteriores entre partidos e conseguiu ser nomeado presidente da Câmara dos Vereadores;

- agora, um porém: é possível que o Belinatti, aquele que ganhou no 2º turno e foi cassado, ganhe o processo na justiça cível, para onde ele foi encaminhado por sugestão do próprio presidente do TSE;

- e se isso acontecer, todo o esforço e o dinheiro gasto pelos candidatos e pelo TRE (é dinheiro nosso, não se esqueça) no 3º turno irão para o lixo e nada terá validade.

Isso chama-se imbróglio. As vítimas? Somos nós, como sempre.

Londrina, que alguns chamam de “a pequena Londres”, de parecido com aquela cidade só tem o nome.

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