14.1.09

Genocídio brasileiro: 1 milhão de assassinatos

A tal carta do PT, assinada pelo pró-palestinos Ricardo Berzoini, cita que “o Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino e convoca seus militantes a engrossarem as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo. O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina.”

Segundo as notícias divulgadas, os ataques israelenses, em revide aos constantes disparos de foguetes disparados da faixa de Gaza mataram cerca de 900 palestinos, em sua maioria terroristas do Hamas.

O que Berzoini não cita do governo do PT, há seis anos no poder, é que ao completar 30 anos, no fim de 2008, a mais antiga e confiável base de dados sobre mortes do Brasil, o DataSUS, do Ministério da Saúde, iniciada em 1979, terá apontado um número de homicídios acumulado nessas três décadas bem próximo - um pouco maior, um pouco menor - de 1 milhão. A conta é comparável à de países em conflito bélico. Angola levou 27 anos para atingi-la, mas estava oficialmente em guerra civil.

Os números foram apresentados há um ano por um estudioso do fenômeno da violência, o economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Temos um sistema de segurança pública falido. A violência é como um barco à deriva desses problemas sociais, socioeconômicos”, explicou Cerqueira.

O que Berzoini também não cita, são a inércia e a falta de ações mais objetivas dos governantes brasileiros, que jamais atacaram esse nosso problema de frente e deixam passar armas, munições, drogas e contrabando pelas nossas fronteiras, as razões mais evidentes desse genocídio brasileiro não declarado.

Berzoini, que pertence ao PT e fez parte do governo, tem também sua grande parcela de culpa nessa situação. Ao invés de propor soluções para acabar com o genocídio no Brasil, ele incita seu partido a participar de manifestações contra os israelenses. Provavelmente ele aprendeu essas técnicas para desviar a atenção dos graves problemas de um povo com o maluco do Hitler. E fez questão de apontar para o mesmo alvo: os judeus.

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