11.7.08

Isenção nos tribunais de contas. Isenção?

Algumas notícias nos passam meio despercebidas.

Leio no Jornal de Londrina que Maurício Requião, irmão do governador paranaense, tomará posse semana vindoura do cargo de Conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

A função dos tribunais de contas é analisar, conferir e julgar as aplicações de verbas dos municípios, estados e União.

Nós, brasileiros leigos, simples mortais, identificados muito mais pelos números dos CPFs do que pelos nossos nomes, pagadores de impostos, massa de endividados, fazemos de conta que não temos nada com isso.

Mas a verdade nua e crua é que NÓS SOMOS CO-RESPONSÁVEIS, sim, pelo que se passa lá em cima, nos palácios dourados dos prefeitos, governadores e presidente.

Não é possível que até hoje ninguém tenha alertado, denunciado, gritado, chiado, objetado e contestado esse sistema amoral, antiético e escarnecedor da sociedade.
A forma de escolha dos “juízes” dos tribunais de contas possibilita que os prefeitos, governadores e o presidente elejam os seus próprios fiscalizadores. Em outras palavras, são nomeações ditas “de pai para filho” (no caso paranaense, “de irmão para irmão”), cuja finalidade será a de jamais detectar quaisquer irregularidades nas aplicações orçamentárias e sempre, eternamente, aprovar as contas públicas, por mais irregulares que possam estar.

Alguém aí ainda tem dúvidas de que o Brasil jamais poderá se tornar um país sério?

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