31.3.08

África, eleições, fuga

Com medo das conseqüências de uma possível fraude eleitoral nas eleições de sexta-feira, zimbabweanos fogem através da fronteira de Musine, África do Sul.
Mama África não tem sido muito carinhosa com seus filhos.

Foto Nampa-Reuters, publicada no jornal The Namibian, 31/03/08

Lá, como cá

Nada a ver com os rios Tietê e Pinheiros, em São Paulo.

Este gari está recolhendo garrafas pet acumuladas após a Festa da Primavera, em Granada, Espanha.

Segundo cálculos, o lixo somou 45 toneladas.

O custo da limpeza foi orçado em $32.000 euros.

Mas que a festa deve ter sido danada de boa, deve!


Capa: Jornal Granada Hoy, 30/03/08

30.3.08

"Agite depois de beber"


Anúncio publicado no Diário do Nordeste, Fortaleza, CE em 30/03/08.
O anúncio está reproduzido aqui, pois eu o julgo altamente criativo.
Provavelmente o produto "Night Power" está sendo consumido doidamente pela turma da balada.
Se liga, meu!

Trabalho infantil: fim só em 2022?

Estatísticas indicam que mais de 5 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham de forma irregular e até forçada no Brasil.
Muitas crianças pequenas são obrigadas a realizar trabalhos de adultos, como este menininho que passa o dia quebrando pedras com uma marreta.
Segundo pesquisa da Unicamp, apenas em 2022 está prevista a erradicação total do trabalho infantil em nosso país.
Mas, e até lá?
Foto: Jornal do Commercio, Recife, PE 30/03/08

29.3.08

Descoberto um funcionário fantasma

Essa foto é um verdadeiro furo jornalístico!
Descobrimos um dos funcionários fantasmas da Assembléia de Alagoas.
O presidente da Assembléia anunciou que iria excluir da relação de pagamentos da Casa 93 funcionários fantasmas apontados em auditoria realizada pela Procuradoria do Estado.
Note que esse aí não tem rosto definido (pois então não seria fantasma), mas está tranqüilo e tirando uma boa soneca.
Aquela cidade parece que está infestada desses fantasmas, pelo menos é o que a folha de pagamento da Assembléia indica. Todos sem rosto, sem nome definido e sem endereço fixo.
Quem tiver interesse em mais explicações, dirija-se ao presidente da Assembléia.

Caos aéreo, de novo?



Desta vez não é foto de Congonhas, SP.

Quem está passando pelas mesmas dificuldades de vôos cancelados, esperas no aeroporto, perdas de conexões e outros prejuízos, são os passageiros da British Airways no terminal 5 do Aeroporto de Heathrow, Inglaterra.

O caos está instalado há três dias. Somente para hoje, 29/03, estão previstos cancelamentos de mais de 50 vôos.

Os problemas na aviação civil não têm nacionalidade fixa.

(Foto The Herald)

28.3.08

Violência contra crianças

Chamada de capa do jornal Daily Times de Kerville, Texas, de hoje, 28/03.
A foto é tão representativa, que fiz questão de inseri-la no blog.
A violência contra crianças não tem pátria: ela se espalha por todo o mundo.
Ao reconhecer sinais de violência contra uma criança, denuncie imediatamente.

27.3.08

Entrevista na Rádio Universidade FM, Londrina

Nesta manhã do dia 27, a Rádio Universidade FM de Londrina abriu seus microfones para uma entrevista comigo. A jornalista foi a eficiente e simpática Valéria Giani e o tema foi “Comunicação publicitária e a poluição visual em Londrina”, tema que venho abordando no blog "Visual de Londrina".

Na entrevista, foi possível relatar aos ouvintes os aspectos mais críticos do problema - tanto a excessiva e indiscriminada disposição dos outdoors pelas nossas ruas e avenidas, como o festival desenfreado da comunicação exterior dos estabelecimentos comerciais – sem que sejam observados quaisquer critérios de proteção ambiental, estéticos ou de respeito à população.

Espero que a “pregação” feita naquele blog, aliada aos comentários dos leitores, e os excelentes espaços obtidos na mídia jornal, rádio e tevê consigam atingir nossos objetivos: uma publicidade exterior mais profissional, mais ordenada e principalmente a criação de uma regulamentação mais rígida pelo poder público.

23.3.08

O sádico e a masoquista

Eu só queria entender!
Como é que uma mulher bonita, vistosa, sorridente, casada com o governador de New York, se humilha a ponto de posar junto com o marido para a tevê, jornalistas e fotógrafos, o cara anunciando publicamente tê-la traído e neste momento colocando nela o rótulo de sexualmente inservível, ruim de cama, bad lover?
Nem nos meus sonhos mais doentios eu seria capaz de imaginar que existisse alguma mulher que se desse tão pouco valor e sofresse de tanta baixa estima.
Analise a mudança de expressão da Silda (esse é o nome dela) e tire suas próprias conclusões.

21.3.08

Na República Tcheca

Foto de hoje, 21/03, no jornal "Hospodarske".
E se no Brasil tivéssemos neve, em quanto aumentariam os índices de acidentes?

20.3.08

Visual de Londrina na TV Cidade

Nosso blog Visual de Londrina foi mais uma vez o link inspirador para um segmento do programa de tevê "Tribuna da Massa", na TV Cidade Londrina.
Veja mais detalhes clicando:
http://visual-de-londrina.blogspot.com/2008/03/tv-cidade-mostra-os-exageros-dos.html

As polacas

Os paulistanos mais velhos já ouviram falar das “polacas”.

Esse apelido foi dado às prostitutas européias, a maioria delas judias polonesas, que emigraram do Velho Mundo a partir da segunda metade do Século XIX, principalmente para São Paulo. Na verdade, elas chegaram ao Brasil com a falsa promessa de melhorarem suas vidas através do casamento – mas como tantas outras histórias que ainda hoje se repetem, foram iludidas e obrigadas pelos seus “protetores” a cair na prostituição para sobreviverem.

Além das polonesas, chegaram também judias russas, austríacas e alemãs, mas todas foram igualmente chamadas de polacas. Parte delas dirigiu-se à Baixada Santista (SP).

Muitos de nós, paulistanos, ainda chegamos a travar conhecimento com as polacas nas décadas de 1950/60, então bem idosas, dirigindo boates na Boca do Luxo e cafetinando mulheres mais jovens. Eu mesmo conheci uma das polacas, já próxima dos 80 anos de idade naquela época, dirigindo a Boate Dakar, em São Paulo.

Como as polacas eram discriminadas devido à sua profissão, fundaram elas mesmas, em 1924, uma sociedade beneficente em São Paulo, possuindo sinagoga e cemitério próprios, este inaugurado em 1928 em uma área anexa ao cemitério Municipal de Santana – Chora Menino. O cemitério restou abandonado na década de 1970 e acabou sendo desapropriado pela prefeitura para a construção de uma avenida. Os restos mortais das polacas acabaram sendo transladados para outro cemitério judaico em São Paulo.

Também em um cemitério de Cubatão, SP, foram encontrados túmulos das polacas que viviam na baixada santista; elas eram enterradas à parte, por serem consideradas “impuras”. Esse cemitério de Cubatão foi recuperado e os túmulos restaurados.

A história das polacas é um pouco nebulosa, há correntes de pensamentos divergentes a respeito: alguns acreditam que a história deva vir a público e totalmente desvendada; outros acham que é melhor mantê-la nas trevas, sem alardes nem comentários.

Leia mais detalhes a respeito da história das polacas no blog
http://www.novomilenio.inf.br/cubatao/ch054d.htm

São Francisco, 19 de março

Protesto nas ruas de São Francisco contra a Guerra do Iraque, que completa 5 anos, para enorme satisfação do Presidente Bush Jr.
Foto Reuters/Erin Siegal

19.3.08

Nepal, em 17 de março



Fotos Reuters

New York, em 16 de março


18.3.08

Congestionamentos em São Paulo têm jeito

É só os paulistanos adotarem a bicicleta como meio de transporte, como fazem em Beijing.
Foto: David Grey

17.3.08

Londrina mais colorida

Arco-iris sobre Londrina, agorinha há pouco
(17:30h desta segunda-feira dia 17/03). Antes da chuva...

Restaurante em Singapura




Não perca estas ofertas na próxima vez que você visitar Singapura









Foto Reuters

15.3.08

Sonho X Realidade

Ato 1 : O sonho.
Imagem: Fundo onírico. Cores suaves. Lente próxima.
Ação: Princesa beija sapo


Ato 2: A realidade
Imagem: Fundo onírico. Cores suaves. Lente ainda mais próxima.
Ação: Epa!


14.3.08

Tarifas bancárias

Charge adaptada, original Reuters

Alegria! Hoje é sexta-feira!


13.3.08

Truculência contra os índios

Policiais militares cumpriram ordem de reintegração de posse e entraram em confronto com um grupo de índios durante retirada de invasores de uma área às margens da rodovia AM-010, em Manaus (AM). A PM calcula que no local onde ocorreu o conflito havia cerca de 400 pessoas, entre brancas e índias. A índia da foto se colocou em frente à tropa de choque durante o conflito com uma criança no colo. Aterrorizante.

Enquanto isso, o MST...
Foto Reuters

12.3.08

Lula invade área proibida

Nada como o treinamento praticado com o MST!
(foto Folha de São Paulo)

9.3.08

Blog "Visual de Londrina" abre discussão na imprensa

Glória Galembeck, jornalista do Jornal de Londrina, criou a matéria abaixo, que foi publicada no domingo 09/03/08, após tomar conhecimento do blog Visual de Londrina:


Sem lei, poluição visual aumenta

Para profissionais do setor, excesso estaria comprometendo função de painéis e outdoors

Como conseqüência de uma legislação pouco específica acerca de publicidade, a poluição visual em Londrina aumenta a cada dia. A estimativa, segundo profissionais do setor, é de existam 600 outdoors tamanho 9 x 6 metros na cidade e pelo menos 60 front-lights – painéis luminosos de metragem variável. “Vista do alto, a cidade é linda, com a paisagem de prédios e vegetação. Mas, ao caminhar pelo centro, mal se vê o céu. Há um excesso de painéis, como se fossem vagões de um trem, que escondem a vegetação e a arquitetura”, disse o publicitário Júlio Bahr, que, em quatro anos vivendo em Londrina, notou o aumento na quantidade e no tamanho dos outdoors. O resultado de suas observações pode ser acompanhado no blog Visual de Londrina (
http://visual-de-londrina.blogspot.com ), no qual ele retrata flagrantes do excesso de propaganda. “É uma agressão que não há como mensurar. O consumo e o comércio acabam sendo mais importantes do que o visual da cidade”, apontou.
Em alguns pontos da cidade, os painéis estão posicionados acima de muros que também foram pintados com propagandas. O resultado é uma paisagem carregada, um emaranhado de letras e logomarcas no qual é difícil distinguir as mensagens. “A função do outdoor é lembrar a marca, ser uma coisa sucinta. Noto que, em Londrina, tornaram-se verdadeiros classificados, com textos longos e muita informação, que nenhum motorista consegue ler”, afirmou Bahr.

Ciente do avanço do setor, Alessandro Cesário, presidente da Associação dos Profissionais de Propaganda (APP) e especialista em marcas, disse que a entidade busca estabelecer critérios mais consistentes para a exploração visual. “Quando qualquer cidade deixa [a exploração] muito aberta, fica-se sem limites e aí atrapalha mais em vez de comunicar.”
Nos casos em que a presença do outdoor desrespeite o poder público, o cidadão ou o meio-ambiente, a publicidade acaba por ser negativa, ir contra a mensagem da propaganda. “Cada vez mais as empresas se mostram socialmente responsáveis, por isso, além dos atributos técnicos da propaganda, há outros aspectos envolvidos. Desde a procedência do papel até o material de que é feito o outdoor, e se foi preciso tirar alguma árvore para instalar o painel, tudo isso faz parte da mensagem”, observou.

Regulamentação

Câmara quer disciplinar atividade

A comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores pretende disciplinar a instalação de outdoors. O vereador Paulo Arildo (PSDB), presidente da comissão, informou à reportagem que vai esperar o clima na Câmara ficar mais tranqüilo – em referência às investigações do Ministério Público sobre vereadores da Casa – para convocar uma reunião do grupo. “Há o problema da retirada de árvores para instalação de outdoors e também dá falta de regulamentação de propagandas em fachadas de lojas e aqueles painéis enormes em prédios”, disse o vereador.
A regulamentação futura, garante o vereador, não deve seguir os passos da Lei Cidade Limpa, de São Paulo, em vigor desde janeiro de 2007, que acarretou na retirada de outdoors e placas das fachadas de lojas. “Não queremos tirar o que já existe, mas colocar limites”, disse.

Empresário discorda da saturação

Na avaliação de Paulo Rezende, dono da empresa Rede Outdoor, que faz a instalação desses painéis, a cidade não está tão saturada. “O outdoor não polui porque é um padrão, e os triplos [três outdoors envolvidos por uma lona, na qual a mensagem é impressa] não são tão constantes. Eles cumprem o objetivo de gerar impacto visual, e não se prolongam por muito tempo”, afirmou. Outra contribuição das empresas do ramo, segundo Rezende, é a manutenção dos terrenos onde o outdoor está instalado.

PUBLICIDADE

CMTU inicia levantamento de outdoors instalados na cidade
Empresas pagam R$ 40 à Prefeitura por outdoor; considerando a existência de 600 painéis na cidade, são cerca de R$ 24 mil recolhidos aos cofres municipais anualmente
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) iniciou em novembro do ano passado um levantamento dos outdoors instalados no município. Segundo Wilson Galvão, coordenador de posturas, a fiscalização parte das informações prestadas pelas empresas de outdoor. De posse dos dados, dois fiscais vão às ruas conferir a localização dos painéis.
A exploração dos meios de publicidade em Londrina, o que inclui outdoors e painéis, é disciplinada por apenas 14 artigos do Código de Posturas do Município. Não há qualquer menção ao tamanho e quantidades de propagandas. Também não há menção a placas em fachadas de lojas na legislação.
A ordenação da atividade é delimitada em seu artigo 188 (parágrafo II), em que afirma que será proibida a propaganda que “de alguma forma prejudique os aspectos paisagísticos da cidade, seus panoramas naturais, monumentos típicos, históricos e tradicionais e, ainda, em frente a praças, parques e jardins públicos”.
Segundo Galvão, não há registro de outdoor que tenha sido retirado devido a irregularidades. É proibido, por exemplo, publicidade que contenha incorreções de linguagem, assim como painéis que prejudiquem a visibilidade das fachadas dos prédios.
Para manter o outdoor, as empresas do ramo pagam R$ 40 à Prefeitura por ano, segundo o setor de espaço público da CMTU. Considerando a existência de 600 outdoors na cidade, são cerca de R$ 24 mil recolhidos aos cofres municipais anualmente. A cobrança tem origem no Código de Posturas do Município, que, em seu artigo 186, estabelece que a publicidade instalada em local privado, mas que seja visível em locais públicos, é passível de taxação.
Até o ano passado, a cobrança era feita por metro quadrado – e bem mais salgada. O metro quadrado custava R$ 13,93, ou seja, o empresário pagava R$ 376,11 por ano para explorar o espaço.

Cidade precisa de critérios, diz arquiteta

A publicidade se torna um elemento de poluição visual, segundo a arquiteta Denise de Cássia Rossetto Januzzi, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), quando ocorre um conflito visual. “Temos a paisagem natural e a paisagem construída. A colocação de uma placa pode gerar esse conflito como o conjunto de edificações”, explicou. Esse conflito acaba por gerar uma sensação de irritação e desconforto em quem vê a mensagem, e surte um efeito contrário. “Não é porque a mensagem é grande que ela vai ter o efeito desejável. Há uma idéia de quanto mais, melhor, mas não é o excesso que faz a boa propaganda”, pontuou. Ela defendeu que Londrina precisa de regras para o setor. “Não há limites. A cidade precisa de critérios, como definir tamanhos de outdoor e áreas em que é permitida essa exploração”, afirmou.

Segunda Juventude

Terceira Idade, Melhor Idade, Idade de Ouro... que nada!

Nós, que já passamos dos sessenta, setenta, oitenta anos, estamos vivendo intensamente nossa Segunda Juventude.

Exatamente como os adolescentes, que curtem a Primeira Juventude e aos quais tudo é perdoado (coitadinho, ele é tão jovem, não sabe o que faz), tudo é permitido (ele ainda é jovem, não aprendeu ainda, são as loucuras típicas da idade), nada é ofensivo (ele não fez por mal, não sabe das coisas), nós, da Segunda Juventude, podemos tudo.

Podemos falar bobagens (tadinho, ele já é um velho), podemos praticar toda a sorte de tolices (deixe pra lá, ele não sabe o que faz), podemos cometer as maiores loucuras (oras, não ligue, ele já está totalmente gagá), podemos, enfim, curtir a vida tanto ou mais do que na Primeira Juventude.

Segunda Juventude, eu vos concito: falemos bobagens, pratiquemos loucuras, desafiemos a lógica e a razão. Vamos viver intensamente, participar do mundo, quebrar nossas barreiras, discordar de Freud, Jung e Piaget, criticar o governo, avacalhar com as falsas verdades e até jurar que o mundo é quadrado e que o Sol é que tem a obrigação diária de girar em torno da terra. Estamos antecipadamente perdoados.

Ooopppsss! Dá licença, estão me chamando, hora de tomar remédio.