16.1.08

2008 mal engatinha e...

Caro leitor:

O site “bahr-baridades” volta lentamente à ativa, meio preguiçosamente, ainda em ritmo de festas e férias, que tantos outros estenderão até o Carnaval.
E não começa muito animado, assim como ocorre com a maioria dos brasileiros.
Começamos o ano com vários sustos:
- alguns economistas andam profetizando que a inflação vai crescer;
- o governo (leia-se ministro Mantega) traiu o acordo feito com a oposição e tenta inventar uma nova cobrança da CPMF. Imagino que o ministro errou de atividade: no lugar de ministro, deveria ser chacareiro, já que anda falando abobrinhas o tempo todo;
- Enquanto estuda a nova medida, o governo alterou as alíquotas do IOF e da CSSL e aumentou os impostos para as empresas S/A (de capital aberto).
Essas notícias têm um propósito básico: o governo quer extorquir mais e mais dinheiro da classe média e das empresas, alegadamente para cobrir os gastos com a saúde, já que foi vetada a CPMF. Mas como todo mundo sabe, a CPMF não se destinava mais à saúde, como foi inicialmente idealizada pelo seu criador, o Dr. Jatene, ainda no governo FHC, pois está sendo usada para sustentar cada vez mais partidários do PT em cargos comissionados.
Para contar com sustentação política, o governo aumentou desproporcionalmente o número de ministérios e criou milhares de novos cargos. Como o governo precisa quitar suas dívidas (leia-se cargos) com os partidos que o apóiam, a retirada da CPMF também reduziu as verbas destinadas às emendas dos parlamentares, que por sua vez estão bravos, já que as necessitam para aplicá-las na conquista e manutenção de eleitores em seus currais eleitorais.
Em seguida surge a história da nomeação (ou não) do Edson Lobão para o Ministério das Minas e Energia. A dúvida esbarra no fato de, se ele for nomeado, assumir seu suplente no Senado, que é o próprio filho. Esse está enrascado em várias irregularidades às quais o pai, em entrevista, classifica como “coisa de uns 10 anos atrás, não contam mais”. Se o Lobinho cometeu irregularidades há 10 anos, nada o impede de repetir a dose.
Para terminar, o governo do PT precisa manter o seu “status quo” político, ampliando as benesses para a população menos favorecida, amarrando seus eleitores através de incontáveis bolsas-esmola, bolsa-isso, bolsa aquilo.
O que fortalece cada vez mais o PT para as futuras eleições.
Os políticos não dizem que é dando que se recebe? Pobre Brasil.
E como sempre, as despesas vão cair nas nossas contas.


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