6.12.07

Criminosos à solta. Cuidado!

- Em 1993, o ex-deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), à época governador da Paraíba, disparou dois tiros contra o ex-governador Tarcísio de Miranda Burity, que saiu ferido.
São 14 anos de impunidade: artimanhas jurídicas impediram que o criminoso fosse julgado por tentativa de homicídio. Sendo deputado, seu julgamento só poderia ser feito pelo Supremo. No final de outubro, às vésperas de ser julgado pelo STF, Ronaldo renunciou ao mandato. A manobra foi criticada por ministros do STF que entenderam que ele renunciou ao mandato para perder o foro privilegiado. Agora, o processo que tramita contra ele no Supremo será remetido para a Justiça da Paraíba -- estado que é governado pelo filho. Tudo para ganhar tempo. Mesmo que seja condenado, o ex-deputado poderá entrar com inúmeros recursos nas instâncias superiores para impedir que a sentença se torne definitiva antes de 2012, quando o crime deverá prescrever. E jamais cumprirá pena.

- Em agosto de 2000, o jornalista Pimenta Neves assassinou a sangue-frio sua ex-namorada, Sandra Gomide, em Ibiúna, São Paulo e foi condenado por homicídio duplamente qualificado na cidade. Provas, testemunhos e resultados periciais não deixaram a mínima margem de erro.
Entretanto, durante estes sete anos, os advogados do jornalista vão conseguindo protelar sua prisão - e ele continua solto graças a vários habeas corpus, enquanto aguarda nova decisão da justiça. Quando será?

- Enquanto isso, ladrões de galinha são mantidos acorrentados à porta de delegacia, mulheres e até uma garota menor de idade são presas e colocadas em celas junto com homens, todos sem direito a defesa, sem acesso a advogados, sem o mínimo cumprimento das formalidades legais pelas autoridades e tratados como animais.

Estes são apenas exemplos da justiça falha e tardia. Onde é que está a verdadeira justiça neste país?

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