21.11.07

Contando nos dedos a hora de não votar


Em toda eleição repete-se a mesma história: com grande “criatividade”, emissoras de tevê montam uma campana em alguma seção eleitoral esperando algum cidadão acima dos 70 anos aparecer para votar. Entrevistado, o idoso destaca que “faz questão de cumprir o seu dever cívico, que nunca faltou a uma eleição” nos últimos 60 anos... e dá-lhe blá, blá, blá, mesmo não sendo mais obrigatório votar, devido a sua idade.
Pois eu caminho pela contramão do civismo: estou contando nos dedos de uma só mão, quantos anos me faltam para não ser mais forçado pela lei a votar. Pois votar compulsoriamente, obrigado pelo governo, não é cumprir um dever cívico.
Além disso, não tenho tido muita sorte: meus candidatos ou têm perdido as eleições, ou me desapontaram mudando de partido político, ou deixaram de cumprir suas promessas de campanha, ou, pior ainda, se meteram nos imbróglios dos mensalões, participaram de falcatruas e mutretas, viraram larápios com desvios de dinheiro público e cometeram o chamado abuso de poder.
Ainda tenho fé de que um dia o Brasil viverá verdadeiramente uma democracia plena. Dia em que os corruptos e corruptores serão punidos.
Dia em que votar será um imenso prazer. E não uma obrigação.

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