25.10.07

Às cavernas retornaremos

Em futuro aparentemente nem tão distante, o homem deverá lutar bravamente pela sua sobrevivência.
Apesar de muito se falar sobre o aquecimento global, tema de Al Gore, Prêmio Nobel da Paz de 2007, poucas ações têm sido realmente executadas.
Os Estados Unidos, provavelmente o maior causador do estrago, continua dando pouca importância ao assunto – obviamente os republicanos não querem dar espaço ao Gore, democrata, adversário do Bush nas últimas eleições (Gore ganhou mas não levou). Recusam-se a assinar tratados com outros países, recusam-se a reduzir seus poluentes, recusam-se a mudar várias tecnologias e produtos que provocam a diminuição da nossa camada de ozônio.
Do jeito que as coisas caminham, as cidades sofrendo cada vez mais com calor, inundações, secas, níveis mais elevados dos oceanos, múltiplas e destruidoras queimadas, rios desaparecendo, furacões, tsunamis e tempestades se espalhando, será impossível ao homem sobreviver, em médio prazo, na face da Terra.
Não falo daqueles que ainda terão recursos para construir bunkers ou cidades submersas, com todo o conforto e preenchendo suas necessidades. Ou dos canadenses, que por razões inversas (muito frio), já construíram uma cidade subterrânea.
Falo dos pobres e miseráveis, que a exemplo dos dias atuais, serão novamente os maiores prejudicados. Não lhes restará alternativa a não ser se refugiarem nas montanhas, construindo cavernas para a sua sobrevivência.
Toda a humanidade deverá mudar de hábitos, queira ou não. Os alimentos e a água serão escassos, novas doenças dizimarão parte da população, os mais fortes destruirão os mais fracos na luta pela vida -- e toda projeção que se queira fazer do futuro esbarra nas atitudes que os governantes dos países poluidores tomarem HOJE. Antes do almoço, de preferência!
Tudo indica: das cavernas viemos, às cavernas retornaremos.
E paro o artigo por aqui, pois o calor anda insuportável.

Julio Ernesto Bahr
Ilustração: Living On The EdgeTheme: by Andreas Viklund

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