6.9.07

Ministério Público X Bancos

Londrina abre uma discussão interessante.
O Ministério Público local ingressou com uma ação civil pública contra sete bancos da cidade, por descumprirem a legislação que determina o tempo máximo de espera em filas, além da implantação de senhas e a instalação de banheiros, bebedouros e assentos.
A ação pede a condenação dos sete bancos por dano moral coletivo, estipulando uma multa de R$300 mil por banco, totalizando R$2,1 milhões.
Em sua defesa, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) argumenta que deveria haver igualdade de tratamento em relação aos serviços prestados por outras entidades. “Por que só os bancos?” questiona a FEBRABAN. “E as filas em hospitais públicos, supermercados e outros setores?”
No que a FEBRABAN não deixa de ter razão.
Algumas agências bancárias realmente não vêm atendendo às pessoas a contento. Mas o que dizer das longas filas nos caixas dos supermercados e, pior, das filas que se formam desde as madrugadas na frente dos hospitais públicos?
Por que o Ministério Público não aplica multas nos hospitais que deixam doentes nas filas, nos corredores, em macas, no chão? Quanto seria a multa pelo falecimento dos doentes que deixam de ser atendidos?
E no Nordeste, onde há poucos dias ocorreu a greve dos médicos? A quem seria endereçada a multa? Aos médicos, aos hospitais ou ao Presidente Lula?

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