6.8.07

Sul e Sudeste investem e trabalham... para que as Regiões Norte e Nordeste desviem recursos

A CGU (Controladoria Geral da União) apontou as regiões Norte e Nordeste do país como campeãs em irregularidades na gestão de recursos públicos.

O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, disse que as duas regiões são as de "maior atraso político e menor acesso à informação", o que justificaria os altos índices de desvios em recursos públicos nessas localidades.

A CGU já executou ações de fiscalização em mais de 1.200 municípios de todas as regiões do país --com o controle de pelo menos R$ 8 bilhões de recursos públicos.
Hage reconheceu, no entanto, que as ações do governo não são suficientes para combater fraudes na gestão dos recursos públicos, uma vez que os criminosos acabam muitas vezes sem ser punidos. "Os corruptos sabem e podem pagar bons advogados", admitiu.

O ministro afirmou que a atuação da CGU permitiu a redução de fraudes como as descobertas pela Operação Navalha, da Polícia Federal, que desmontou esquema comandado pela empreiteira Gautama.

Isso nos leva a ponderar: por que algumas regiões do Norte/Nordeste têm mais deputados do que o Sul?

Todos sabem que há uma enorme distorção no número de deputados do Norte e Nordeste em relação ao Sul do Brasil. Supõe-se que possa haver uma correlação estreita entre o excesso de deputados e suas ligações com governadores e secretários de estado em algumas daquelas regiões e, por conseqüência, os desvios de verbas.

É hora de equiparar os números proporcionais dos estados do Norte/Nordeste ao número de deputados de São Paulo. Assim, Acre, Amapá e Roraima, por exemplo, passariam a ter apenas um deputado. Muito sensato, pois reduziriam em muito as despesas no âmbito federal.

Atualmente, a média de deputados por estado se situa em um deputado para cada 350.000 habitantes, com algumas variações:

Aqui começam as distorções. Veja o excesso de deputados por habitantes:

E a maior distorção. Veja a falta de deputados por habitantes:
É por estas e por outras que tantos recursos são tirados do Sul/Sudeste para cobrir os desvios de recursos das regiões Norte/Nordeste.

Está na hora de corrigirmos estas distorções.

Se a redução não der certo, então é hora de equiparar o número proporcional de deputados de São Paulo ao Nordeste, que tem, por exemplo, o Acre com um deputado para cada 83.000 habitantes. Assim, São Paulo, que tem 70 deputados, passaria a ter 487 deputados. Nada mais justo.

Pela redução no número

de deputados federais já!


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