8.7.07

Renúncia, confissão de culpa e fedentina

As entranhas do Legislativo devem estar mais podres e fétidas do que nós supúnhamos. Assim que um deputado ou senador é denunciado pelo Tribunal de Contas ou pela Polícia Federal e o caso é levado ao Conselho de Ética de uma das duas casas, os suspeitos renunciam depressinha aos seus mandatos.

A renúncia dá aos acusados a oportunidade de não serem cassados, o que impediria a participação na política por muitos anos. Renunciando, lá vão eles candidatar-se novamente na próxima eleição.

Por outro lado, a renúncia é a própria confissão de culpa. Se fossem inocentes, teriam a coragem de encarar qualquer processo, lutando por sua honra e provando que as acusações foram injustas.

Agora, o mínimo que se espera é que os desonestos sejam julgados rapidamente no tribunal sem o escudo da imunidade parlamentar. Cadeia para eles.

Confissão de culpa demonstrada ao longo do tempo por senadores como ACM, Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, além dos deputados Waldemar Costa Neto, José Paulo Cunha, José Borba, Paulo Rocha, Coriolano Sales, Marcelino Fraga e Carlos (Bispo) Rodrigues, entre outros.


Um número que seria infinitamente maior se as CPIs fossem sérias e levassem seus trabalhos até o fim.
E cá entre nós, quando o clima fica muito seco lá no Planalto, a fedentina emanada do Congresso torna-se insuportável.


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