16.6.07

Democracia demais, virtudes de menos








Cafeteira, a sentença
declarada antes do julgamento





Inacreditável.
O Cafeteira (Epitácio, senador, não confundir) nem deixou o cafezinho esquentar: aproveitando-se da nossa democracia (excessiva segundo alguns), na qualidade de relator do caso Renan (Calheiras, senador, presidente do Congresso, não confundir), nem deu tempo para que a sua comissão
(parlamentar, não confundir) ouvisse vários outros envolvidos e testemunhas.
No prazo recorde de dois dias, “fechou” sua sentença e proclamou o resultado: inocente!
Se tivesse esperado o cafezinho esquentar, não seria surpreendido por novas denúncias levantadas pelo pessoal do Jornal Nacional.
Concluímos que:
- Nas CPIs, colocam-se sempre amigos dos acusados na relatoria e na presidência, o que vira uma ação entre amigos – literalmente.
- Relatores de CPIs (que na verdade se equiparam a juizes) são muito democratas mas só raros têm virtudes de ética, moral e qualidades para se tornarem juizes.
- Senadores e deputados, que vivem cobrindo seus caixas com notas frias, nunca são autuados pela Receita Federal ou pelo Banco Central, que só controlam a coitada da, cada vez mais escassa, classe média.
- As CPMF, COAF, e outras siglas pouco glamorosas que foram criadas para acusar a movimentação de grandes somas de dinheiro, apontando principalmente a lavagem de dinheiro, não valem para senadores e deputados.
- Membros do nosso parlamento podem mentir e agir com desonestidade, permanecendo absolutamente impunes.
- Bois no pasto nunca têm contagem certa. São dinheiro em caixa, sem nota fiscal, sem recibo, sem controle, sem origem, sem destino. Servem tanto para apontar lucro, como também prejuízo.

Agora o Cafeteira terá de tomar o seu café requentado, sem açúcar e bem amargo.
Se o Brasil fosse sério, o Renan teria de tomar do mesmo café. Na cadeia.



Renan, tentando justificar o injustificável









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