30.4.07

Isto é desadministração!

Desadministração não existe no dicionário.
Mas existe na triste realidade brasileira.
Desadministração é a fusão de desastre + administração.
É claro que falo da administração pública!
Pois foram os vários governantes municipais que desadministraram São Paulo.
Jânio Quadros, Paulo Egídio, Faria Lima, Paulo Maluf, Reynaldo de Barros, Erundina, José Serra, Marta e outros tantos, apesar de todo prestígio que os cerca (ou cercava), foram alguns dos maiores responsáveis pela desadministração de São Paulo.
Deixaram São Paulo se transformar em uma cidade triste, feia, pichada, cercada de favelas por todos os lados.



A foto antiga é de 1940. O mesmo edifício dos Correios ainda está de pé até hoje, na Av. São João esquina com o Vale do Anhangabaú.
Naquela época as favelas só faziam parte do folclore e das alegres músicas de carnaval, criadas por sambistas cariocas. “Lata d’água na cabeça, lá vem Maria”, “Conceição... vivia no morro a sonhar” e tantas outras.


Século XXI: a foto mais recente é a mesma cidade de São Paulo, cercada por favelas de todos os lados. Essa é a favela Paraisópolis, no chique Morumbi.
Mas não é só o Morumbi que tem a honra de conviver ao lado de favelas: você certamente já ouviu falar das favelas de Heliópolis, Vila Olímpia, Pantanal, Real Parque, Grajaú, Vergueiro (a primeira favela de São Paulo), Buraco Quente e de outras mil ou até mais.
Em fevereiro de 2003, a Folha de São Paulo já publicava um artigo em que, junto com a Unicamp, contabilizava 464 favelas na cidade de São Paulo. Pior: surgiam mais oito novas favelas todo dia.
Para nosso azar, governantes sérios só existem na Suíça, Canadá, Austrália, nos países nórdicos e em parte dos países desenvolvidos.
Aqui só sobraram os desadministradores, mais interessados no voto do povo do que na sua qualidade de vida. Se houvesse dirigentes sérios em São Paulo (e na maioria das cidades brasileiras), não haveria favelas, nem invasões, nem vendas de lotes ilegais, nem construções em áreas de preservação ambiental. Trilhamos um caminho sem retorno.
Faça uma projeção de São Paulo para os próximos 10 anos. O que seus filhos e netos podem esperar dessa cidade?
Assim como outros tantos, sou mais um paulistano triste, que um dia amou sua cidade, mas que perdeu seu espaço, fugindo de uma terra de ninguém para uma cidade com muito melhor qualidade de vida e a expectativa otimista de que uma parte do Brasil ainda não esteja perdida. E por favor, que por aqui não apareçam os desadministradores!

JEB

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