17.4.07

Crimes e “intelligenzia” policial



Sabidamente, não temos pesquisas confiáveis no Brasil, principalmente em se tratando de assaltos. Nas grandes cidades, apenas parte dos cidadãos que sofrem algum tipo de violência tem a paciência de esperar o atendimento nas delegacias policiais para prestar queixa. Por vezes são mal atendidos – e falo isso de cátedra.

Entretanto, as notícias diárias dos meios de comunicação, nos dão conta da enorme quantidade de assaltos e assassinatos praticados por motoqueiros. E não só nas grandes cidades. Os delinqüentes agem sempre em dupla, um deles dirigindo a moto e o outro agindo na garupa, com arma na mão, ambos escondidos atrás dos tais capacetes obrigatórios e que na verdade parecem mais elmos de antigos guerreiros do que proteção em caso de quedas.

A “intelligenzia” policial parece não se dar conta: não toma nenhuma medida preventiva para solucionar o problema que se agrava a cada dia, dado o enorme número de motocicletas despejadas anualmente no mercado.

Um prefeito de alguma cidade do interior já deu o primeiro passo. Mesmo contrariando as normas de trânsito, proibiu que os motoqueiros da sua cidade usem capacetes escondendo os rostos. Neste caso, haveria uma solução para os mais precavidos: colocar aquele capacete protetor utilizado por ciclistas. Obviamente as autoridades do trânsito fizeram cara feia e ameaças.

Em outro país da América Latina, os motoqueiros e seus caronas são obrigados a usar um colete que mostre de forma bem visível os números da sua placa – se não combinarem, são detidos.

Aqui no Brasil, as tragédias se repetindo ano após ano, tudo continua igual. Não se fala a respeito, as autoridades policiais continuam a ignorar o tema. O que é que estão esperando para encarar esse problema de frente e (seria pedir demais?) de forma criativa?
JEB

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