7.12.06

Os escribas

Esta bela poesia foi-me enviada pelo meu amigo João de Valentin, de São Paulo, SP. Foi escrita em um momento muito especial, enquanto aguardava uma nossa amiga comum passar por delicados exames médicos. Poesia de tal sensibilidade que ninguém conseguiria imaginar ter sido escrita por um engenheiro, de atividade que julgamos ser sempre mais associada às ciências exatas do que às letras.


A esperança da espera

Quantas esperas com esperança,
Quantos sentimentos na espera,
Quantas esperanças sentidas.

Os sentimentos afloram na espera,
A esperança cresce enquanto se espera.
Quantas mudanças mudam na espera.

As mudanças se encaixam,
Os encaixes nos dão mais esperança.

A esperança cresce
A esperança nos faz crescer.

A espera nutre
A espera nos faz ver.

Vejo e sinto um passado,
Vejo e sinto o que passou.

Sinto um presente,
Um presente que espero
Que a esperança se torne sempre presente
E, que a espera não mais se ausente.


João de Valentin
20 de outubro de 2006

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