16.12.06

Narizes de palhaço. Caras de palhaço. Roupas de palhaço. Será que somos mesmo palhaços?



As “otoridades” acham que somos palhaços.
Elas vivem nos impingindo uma série de bobagens, e esperam que fiquemos quietinhos em nossos cantos.
CPMF. Já deu tanto pano para mangas! Agora o “P” de provisório está virando oficialmente permanente. Imposto que foi criado inicialmente para sanear os problemas da saúde, está destinando só pouco mais da metade dos 0,38% para essa finalidade.
Novo aumento dos salários de deputados. Um absurdo! Os seus salários somados às mordomias e outras tantas verbas, os tornam uma classe de milionários, completamente fora dos padrões de ganhos da população. Os números tornam-se tanto mais afrontosos quando se sabe que eles cortaram os aumentos reais dos aposentados, que continuam com seus ganhos sendo anualmente reduzidos e achatados.
Redução das penas de quem cometeu crimes hediondos. São geralmente sociopatas, desequilibrados mentais, assassinos frios e psicopatas e a maioria não tem quaisquer possibilidades de ressocialização. Mesmo assim, os juízes acreditam que eles podem retornar à sociedade após cumprirem 1/6 da pena. Logo estarão de volta às ruas, repetindo os mesmos atos que os levaram à condenação.
MST. Os sem-terra agem livremente invadindo propriedades, inclusive produtivas, levando destruição e vandalismo por toda parte. E o governo não reage, até dá apoio e assiste passivamente a esses atos ilegais.
Planejamento urbano. Deixaram as coisas chegar ao ponto em que chegaram: parece que não existe cidade de média para grande no Brasil que não apresente a sua face mais feia, aqueles micro-lotes com casas (?) mal acabadas, feias, perigosas, a maioria em loteamentos clandestinos, em morros, sob viadutos, à beira de rodovias e em áreas de risco. As prefeituras fazem vista grossa e vão deixando construir mais e mais casebres. A cada temporada de chuvas, os dramas de mortes, soterramentos e feridos se repetem.
Queimadas e desmatamento. De repente, a televisão (que não tem nem o poder nem a missão de policiar), mostra os incríveis abusos de madeireiras e fazendeiros, queimando e desmatando indiscriminadamente áreas monumentais, somando o tamanho de centenas de campos de futebol. O triste é saber que os criminosos fazem isso seguidamente há anos, as fotos de satélites apontam os locais diariamente para os técnicos... e as “otoridades” só começam a agir quando o mal já está tão disseminado que a recuperação dessas áreas levaria décadas.
E a poluição dos rios, a devastação provocada por mineradoras e pedreiras, o lixo, a poluição visual nas cidades, a desorganização no trânsito, a fumaça preta espalhada por caminhões e ônibus, os incontáveis acidentes provocados pelas estradas esburacadas, a agressividade dos perueiros e motoqueiros, a corrupção?
Corrupção que mereceria um capítulo à parte e não caberia no espaço de um só blog!
Aí a gente se olha no espelho e enxerga um nariz de palhaço, uma cara de palhaço, uma roupa de palhaço. Fica cada vez mais difícil provar que o espelho é mentiroso e que na verdade nós não somos palhaços, não.

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