17.11.06

Oba! É hora do comercial!


Julio Ernesto Bahr

Quem diria? Em alguns canais de tevê fechada os comerciais ganharam espaço e, já faz algum tempo, acabaram se tomando os próprios programas, geralmente com meia hora de duração.

Assim, ao invés de ligar sua televisão para assistir a um determinado programa, você fica entretido com um desfile de comerciais produzidos em outros países.

E não falta criatividade (nem verbas para sua realização).

Da mesma forma como alguns programas, os comerciais nos mostram usos e costumes de outros países e nos familiarizam com suas expressões idiomáticas. As maiores diferenças em relação aos comerciais brasileiros são observadas nos comerciais que utilizam a sexualidade como tema. Em geral lá fora as pessoas são bem menos pudicas do que nós e vão muito mais fundo.

Mas também existem exceções: há comerciais tão sutis e refinados como um paquiderme circulando numa loja de cristais. O que para eles soa engraçado, para nós não passa de pura grosseria como, por exemplo, os temas de alguns comerciais de preservativos.

Ao assisti-los, nós podemos tirar várias conclusões. Talvez a mais importante seja o reconhecimento da qualidade dos nossos comerciais tupiniquins. Quando bem feitos e criativos, eles se enquadram entre os melhores do mundo. Por isso, são tão premiados.

Aquela velha piada do português que saía todo santo dia do seu restaurante para almoçar no concorrente em frente, de tão ruim que era a sua própria comida, foi substituída. É que alguns diretores de emissoras de tevê agora acham os programas dos outros - no caso, os comerciais - muito melhores do que os seus.

São os novos tempos.

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