21.11.06

Atividade profissional 5198. O conflito!


Julio Ernesto Bahr

Se por um lado o Ministério do Trabalho “oficializou” a atividade de prostitutas, como você pôde conferir abaixo, por outro lado parece que a polícia brasileira não pensa do mesmo modo. As notícias mostram que ela continua perseguindo e prendendo as “profissionais do sexo” e seus clientes.


Das duas, uma: ou o Ministério do Trabalho não informou a oficialização das atividades das prostitutas à polícia, ou a polícia nunca abriu o site do Ministério do Trabalho para saber que a prostituição foi oficializada.

Leia dois exemplos aleatórios, extraídos de jornais:

Jornal O Dia, Rio de Janeiro
Prostitutas e clientes são presos em bordel do Rio
Pelo menos 70 pessoas, entre prostitutas e clientes, foram presas em um bordel na rua Joaquim Silva, no centro do Rio de Janeiro. Todos foram surpreendidos pela Operação Padrão pela Legalidade realizada por policiais civis, que suspenderam a greve na tarde de ontem. O detidos foram levados para a 5ª DP...


Jornal do Brasil, Rio de Janeiro
Polícia detém 170 prostitutas
Operação foi feita só com PMs evangélicos .
Uma operação-surpresa envolvendo a Vara da Infância e da Juventude de São Gonçalo e policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) nos prostíbulos da cidade terminou com 240 pessoas detidas. A partir de investigações, a polícia identificou 13 pontos de prostituição. Segundo o comandante do 7º BPM, há denúncias de que policiais civis sejam proprietários de algumas das casas de prostituição. A polícia também recebeu informações da exploração de menores no mercado do sexo.
Para estourar os prostíbulos, foram chamados 50 policiais militares, que flagraram freqüentadores, funcionários, gerentes e garotas de programa nos pontos de prostituição. Três menores - duas moças e um rapaz - também foram encontrados nos prostíbulos. A polícia apreendeu preservativos (*) e tabelas de preços. Em uma das casas, as mulheres cobravam R$ 30 por 20 minutos de programa...

(*) A polícia certamente ignora que as camisinhas masculinas e femininas são uma das “ferramentas oficiais de trabalho” sugeridas pelo Ministério (vide o site).

Conclusões:
1 - Nunca confie nos tecnocratas do governo.
2- O Ministério do Trabalho não tem nada a ver com a polícia.
3 - A polícia não tem nada a ver com o Ministério do Trabalho.
4 - A polícia vai continuar prendendo prostitutas.
5 – Se você é “cliente”, caia fora antes que a polícia apareça.

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